21 abril 2007

O desejo vive...

E de onde me vem o desejo, senão do que eu vejo, do que eu toco, do que me chega aos ouvidos? Sim, grande parte da minha, da sua, da libido de todos nós é predominantemente sensorial. O que dizer do por do sol em boa companhia, ou de um perfume que nos lembre bons momentos, ou ainda do jeito que alguém em especial tem de abraçar?

O tato em si é a voz do próprio desejo. A pele se ergue em si mesma sob uma voz altiva, quenuma urgência desprovida de causa apenas olha e ordena: "sinta-me!". Do atrito de pele sobre pele brilha não fagulha, mas um incêndio capaz até de parar o tempo, cegar os olhos, consumir o pouco de ar que ainda nos sobra nos pulmões. Se ar é vida, desejo é a causa da morte que todos querem...

Se o tato lhe é voz, o olfato faz o desejo ouvir a urgência da pele. Do olfato se percebe a voz que toma conta da consciência e implora: "acorda!". E engana-se quem pensa que apenas bons aromas trazem à tona o desejo em si. Das narinas apenas se escuta, tanto de vozes agudas e melódicas quanto de vozes graves e imponentes, tanto de bons aromas quanto de aromas nem tanto, as palavras certas que nos despertam a ância do prazer.

Da visão se tem a curiosidade... A sagacidade que o desejo tem de reconhecer o que lhe interessa e o que lhe trás repúdio. A visão é quase reflexo, pulso elétrico que percorre a mente com apenas um grito: "se permita!". E do reflerxo, a ação, o fato, o sexo... O desejo é mais do que puro reflexo; desejo pensa, filosofa...Se a imagem de um corpo esbelto e viril lhe atrai, algo ele tem a lhe oferecer, e é isso que faz com que o desejo se erga e caminhe em busca de si mesmo... Senão os três, mais desejo ainda me desperta o agridoce sabor de um beijo.

O gosto de um beijo, aliado à maciês dos lábios e ao agradável aroma de um bom perfume desperta não só desejos, desperta paixões arrebatadoras, invioláveis, quase vitais. O gosto da própria pele nos desperta desejo, como o salgado do suor de um corpo em pleno gozo. Melhor que isso, só o gosto do próprio sexo... Desejo não se sente, se vive.. E desejo que não se vive é desejo morto, sem cor, sem luz... Desejo é sangue, tão vermelho quanto tal.

16 abril 2007

Vestigios de Nostalgia

Tão tola e vã é minha esperança Que de sonhos pareço viver: Da vaga lembrança os olhos d'Ísis, Da cor dos lábios da linda Afrodite... Medo tenho de não mais os ter... Saudade torpe dos momentos que não tive, Da brisa cônjugue que me arfava o peito.... Escuridão não me fora mais acolhedora, Desnorteio não me fora mais desejado Que daqueles embebidos no sabor de um beijo. Quem dirá de mim, ou do poeta, ou do artista? De suas vidas um quê de masoquistas, Entregues à doce dor da emoção? Dirão destes todos: almas puras, virtuosas, Por ter vestígios de nostalgia Da mais pura felicidade no coração.

11 abril 2007

Tipo psicológico INFL

Alguém não lembro quem nem quando me passou um link para uma auto-avaliação psicológica. O link é: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl A minha avaliação psicológica eu colo aqui embaixo, agora:

Seu modo principal de viver é focado internamente, absorvendo fatos primariamente através da sua intuição. Seu modo secundário é externo, através do qual você lida com as coisas de acordo com a maneira com que você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema pessoal de valores.

Você é uma pessoa gentil, carinhosa, complexa e altamente intuitiva. Artístico e criativo, você vive num mundo de significados e de possibilidades ocultas. Apenas 1% da população mundial tem características de personalidade como a sua, fazendo desse o tipo mais raro de todos.

Você dá grande importância a ter as coisas organizadas e sistematizadas no seu mundo exterior. Você emprega um grande bocado de sua energia identificando o melhor sistema possível para fazer as coisas acontecerem e constantemente define e redefine as prioridades na sua vida. Por outro lado, você funciona intuitivamente e de maneira totalmente espontânea dentro do seu mundo interior. Você conhece as coisas através da intuição, sem ser capaz de explicar exatamente por que, e sem ter um conhecimento detalhado do assunto. E você está freqüentemente certo, e sabe quando esse é o caso. Conseqüentemente, você põe muita fé nos seus instintos e nas suas intuições. Isto é algo como um conflito entre seu mundo interno e externo, e possivelmente resultando em você não ser tão organizado quanto a maioria das pessoas que preferem uma vida estruturada. Isso se demonstraria através de sinais de desordem (quando na verdade você teria uma tendência a ter as coisas organizadas), como por exemplo, no caso de uma mesa de trabalho aparentemente bagunçada.

Você tem uma compreensão intuitiva afiadíssima sobre pessoas e situações. Assim, você tem aquele feeling sobre as pessoas, entendendo-as intuitivamente. Como um exemplo extremo, você pode até relatar eventos de ordem sobrenatural, como por exemplo, sentindo algo forte que te diz que houve algum problema uma pessoa amada, e vir a descobrir depois que ele sofreu um acidente de carro. Esse é o tipo de coisa que as outras pessoas podem vir a tirar sarro, mas nem você realmente compreende sua intuição num nível que possa ser transformado em palavras, para que você possa explicar isso aos outros. Conseqüentemente, você acaba escondendo seu “eu interior”, dividindo seus sentimentos apenas com aqueles que você escolher dividir. Você é um indivíduo complexo e profundo, é bastante reservado, e tipicamente difícil de compreender. Você esconde boa parte de suas intenções, e pode ficar guardando dentro de si diversos segredos que você poderá não compartilhar com ninguém.

Mas você é uma pessoa tão genuinamente calorosa quanto é complexa. As pessoas mais próximas a você te querem muito bem e podem enxergar suas qualidades especiais e a profundidade com que você se importa com elas. Assim, você se importa com os sentimentos das outras pessoas e tenta ser gentil, evitando magoá-los. Você é muito sensível a conflitos, e não os tolera com facilidade. Situações que são carregadas de conflito podem te levar do seu estado normal e pacífico para um estado de agitação e raiva elevada. Sob estresse você tende a internalizar os conflitos no seu corpo, podendo desenvolver problemas de saúde.

Por você ter capacidades intuitivas tão fortes, você crê acima de tudo em seus próprios instintos. Isso pode resultar em você se tornar um cabeça-dura e a ignorar as opiniões das outras pessoas, pois você acredita que você está sempre certo. Por outro lado, você é um perfeccionista que sempre se pergunta se está utilizando todo seu potencial. Você raramente está em paz completa consigo mesmo, pois sempre há algo que você pode fazer para evoluir ou para melhorar o mundo à sua volta. Você acredita em crescimento constante, e geralmente não passa tempo se lembrando das suas conquistas. Você tem um forte sistema de valores, e precisa viver sua vida de acordo com o que sente ser o correto. Com relação ao seu lado emocional, você é de certa maneira gentil e tranqüilo. Por outro lado, você tem altas expectativas de si mesmo, e freqüentemente da sua família, e você não acredita em entrar num acordo quanto aos seus ideais.

Você naturalmente cuida das pessoas, é paciente, zeloso e super-protetor. Você pode ser um ótimo pai/mãe e gostará de criar laços fortes com seus filhos. Você tem altas expectativas deles, e os pressionam para ser o melhor que puderem, e isso pode se manifestar através de atitudes duras e inflexíveis para com eles. Mas, de um modo geral, seus filhos receberão uma educação forte e sincera de você, juntamente de muito carinho.

No ambiente de trabalho, você é atraído por áreas onde você possa ser criativo e trabalhar de uma maneira independente. Você tem uma afinidade natural para a arte, e pode também obter sucesso trabalhando com as ciências, onde você poderá utilizar sua intuição. Você também se dará bem em profissões orientadas à prestação de serviços. Você não é bom em lidar com coisas muito detalhadas ou com tarefas muito delicadas. Assim, você provavelmente tentará evitar esses tipos de situação, ou acabar indo para o lado oposto e se envolver tanto com os detalhes até o ponto de você perder a grande visão do seu propósito com aquilo. Se você tomar o rumo de ser meticuloso com os detalhes, você pode se tornar altamente crítico com as outras pessoas que não são assim tão meticulosas quanto você.

Mas lembre-se: você tem qualidades que pouquíssimos têm. A vida, porém, não será necessariamente mais fácil para você, mas saiba que você é capaz de obter incríveis conquistas pessoais, guiado pelos seus sentimentos profundos.

23 março 2007

NetBeans IDE Hacks

Caramba, eu adoro esa IDE. O NetBenas pra mim é a melhor IDE de programação Java que existe hoje (nada contra os amantes fiéis do Eclipse, do KDesktop, do bloco de notas...). Achei essa raridade em algum blog da net, ensinando alguns atalhos beeeeem úteis na programação corriqueira dentro da IDE. Achei melhor guardar isso, hehehe Controverso, eu? NetBeans IDE Hacks

07 março 2007

I believe I can fly

Link direto do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QY2Hp6KhGf4 I Believe I Can Fly R. Kelly Composição: Indisponível I used to think that I could not go on And life was nothing but an awful song But now I know the meaning of true love I'm leaning on the everlasting arms If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly See I was on the verge of breaking down Sometimes silence can seem so loud There are miracles in life I must achieve But first I know it starts inside of me, oh If I can see it, then I can be it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly Hey, 'cos I believe in me, oh If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly Hey, if I just spread my wings I can fly I can fly I can fly, hey If I just spread my wings I can fly Fly-eye-eye I Believe I Can Fly (tradução) R. Kelly Composição: Indisponível Eu acredito que posso voar Eu costumava pensar que eu não pudesse prosseguir. E a vida não era nada, além de uma temível canção Mas agora sei o significado do verdadeiro amor, Eu estou usando todas as minhas últimas armas Se eu posso ver isto, então posso fazê-lo Se eu simplesmente acreditar nisto, nada poderá impedir Eu acredito que posso voar Eu acredito que eu posso tocar o céu Penso nisto dia e noite Abrir minhas asas e voar ... Eu acredito que eu posso elevar-me Eu me vejo correndo, atravessando uma porta aberta Eu acredito que posso voar! Eu vejo que estive no limite da auto destruição. Alguma coisa no silêncio pode fazer muito barulho. Existem milagres da vida; eu preciso realiza-los, Mas eu sei que, primeiramente, devo realiza-los dentro de mim. Se eu posso ver isto, então eu posso acreditar nisto E seu eu acreditar, nada poderá me impedir.

06 março 2007

Liberdade de Expressão

"Liberdade de expressão é a expressão da liberdade". Essa foi uma das frases que eu acabei de ler sobre o assunto agora a pouco, de manhã, tendo idéias sobre como começar esse texto. Casa bem com a tão consagrada frase "com grandes poderes sugem grandes responsabilidades". Isso é uma coisa que todo mundo deveria ter em mente... Com a liberdade de se expressar, surge quase que ao mesmo tempo a liberdade de interpretar. Claro que ambas as liberdades possuem restrições (poucas) muito bem definidas, e assim como a expressão é ligada a um tema e a um objetivo, a interpretação é ligada ao conteudo e ao contexto. Vê-se liberdade de expressão na mídia televisiva (telejornais, telenovelas, programas de auditório), na midia escrita (jornais impressos, a própria literatura, publicações diversas), na arte (pintura, escultura, música, dança, teatro)... Mas e por que não no dia a dia? A maneira como as pessoas se expressam no dia a dia está ligada não só com a visão de mundo que elas possuem, mas também com a visão de pessoa, de família, de caráter e (por que não?) de si mesmas. Diz-se que sabedoria é mais valiosa que a própria inteligência, pois sabedoria implica experiência de vida, aprendizado que se dá com situações boas e/ou más, com os traumas de outrora, com o que se ouve, com o que se vê... Sendo assim, não seria de todo errôneo postular que liberdade de expressão também está intrinsecamente ligada à sabedoria (popular ou individual). E o que dizer da liberdade de interpretação? Sim, ela está ligada ao conteudo e ao contexto do que se lê, ouve, vê. Mas ela não deveria estar também ligada à própria noção de sentimento, de sabedoria, e de como se vê o interlocutor? Do interlocutor tem-se uma forma própria de expor as coisas (nem sempre bem vinda), como supracitado. Da sabedoria tem-se o que o ouvinte reconhece das suas experiências passadas, como também supracitado. Dos sentimentos pode-se efetuar uma série de reflexões a cerca do estado de espírito do ouvinte, que (sim) deveriam ser levadas em conta por quem (se) expõe, a fim de obter uma melhor forma de atingir suas metas. É consenso que quem ouve deve procurar a melhor forma de se interpretar alguma coisa, qualquer que seja. Também é consenso que nem sempre isso é possível, posto que algumas situações requerem uma certa dose de malícia por parte do ouvinte. Ainda mais consensual é o fato de que o interlocutor deve procurar a melhor forma de expor o que deseja, afinal, a arte de se comunicar é algo extremamente subjetivo...
"Liberdade de interpretação é a expressão do sentimento" Leandro Soriano Ferreira
Veja também: Liberdade de Expressão - Wikipédia Mau uso da liberdade de expressão na TV Associação Nacional de Jornais - Liberdade de Expressão

04 março 2007

"Era tanta saudade que é pra matar"...

Hoje eu acordei um tanto tarde, às 9:30 da manhã. Depois de uma noite intensa, tirando palavras de não sei onde para consolar alguém há mais de 1300 km de distância (um doce de mulher), deito e penso: e o que é que se passa na minha cabeça? Há uma semana (ou mais) eu não troco palavras, se quer olhares com a mulher que um dia foi a minha melhor amiga. O motivo? Talvez alguma coisa impensada dita por ambas as partes a nervos esquentados, talvez o acúmulo de pequenas alfinetadas em 6 meses de conversas e tentativas de apaziguar os ânimos. É duro olhar para trás, ver olhos brilhantes e felizes, e ver que as coias desandaram tão rápido... Talvez apenas eu me sinta assim, saudoso. Ou não tanto... Não faço a mínima idéia do quanto eu fui/sou querido praquela pessoa. Afinal, a nossa amizade é/foi tão intensa... As confissões trocadas de ambas as partes ainda se mantém ali, secretas, mas não mais aumentaram em conteúdo. Nem em importância... Era prazeroso participar da vida daquela mulher, somos tão diferentes um do outro que (eu acho) acabamos aprendendo muito (eu espero) um com o outro. O aprendizado, as experiências trocadas, os risos e prantos... Tudo isso são coisas que levaremos pra toda a vida. Mas, e o futuro? O futuro a nós pertence, pois Deus nos deu o dom do livre arbítrio. O nosso futuro (e o nosso) é fruto das escolhas que fazemos, e eu fiz a minha. Talvez não a mais acertada, talvez apenas temporária... Mas até que a ferida cicatrize, a cabeça mude e o coração relaxe, acredito eu que seria ainda mais mortífera a sua companhia, ainda mais difícil de se conviver... A saudade é tanta, que é de matar... E se o amor de dois amigos puder ser tão intenso quanto o de dois enamorados, tomo agora como minhas as palavras do bom e velho Vinícius:
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao meu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive) : Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Soneto da Felicidade - Vinícius de Moraes

01 março 2007

Apatia

A anestesia de outrora não faz o mesmo efeito... Lúgubre é a ausência de brilho nos meus olhos... Um breu nocivo machuca mais que conforta, Angústia latente que me desnorteia... Desvirtua-me os ideais. Apatia doentia que me corrompe o sangue...

28 fevereiro 2007

Net é pra ser levada a sério?

Mais um questionamento que necessitei me fazer semana passada. Nesse contexto de sites de relacionamento, orkut, mensageiros instantâneos etc., o que se pode e o que não se deve ser levado a sério. Complicado, não? A maioria das pessoas com quem eu convivo me diriam: "nada". Bem, eu não penso exatamente dessa forma... As pessoas criam papéis ao se imergirem nesse mundo dito virtual que a rede mundial de computadores hoje nos propicia. Algumas ajustam seus defeitos/desvios de personalidade ao que julgam parecer mais "apresentável", de acordo com os seus objetivos. Outras simplesmente se submetem a esse novo meio como o fazem no meio social comum, com seus amigos, ou no ambiente de trabalho. Há quem se liberte de todas as máscaras impostas pelas regras nada justas da nossa sociedade, falando o que pensa exatamente como isso vier da cabeça, sem censuras. E, como todos nós sabemos, também há quem crie personalidades completamente diferentes pra se divertir, ou prejudicar. E qual a importância que se deve dar ao que se lê e ao que se escreve na internet? Bem, cada qual às suas próprias experiências... Cada pessoa monta um perfil para si próprio com características que deseja assumir, dentre as quais estão a maneira de falar, pensar, agir... Quem já se decepcionou ao encontrar perfis "virtuais" diferentes dos ditos "reais" vai se egixir um certo ceticismo, como mecanismo de defesa. Quem procura apenas diversão também não leva a sério tanto o que diz quanto o que ouve. Quem cria personalidades "alternativas" assimila as coisas com a mesma cautela com que age... Já quem não cria/diferencia um perfil real próprio de um perfil "virtual" usado, pode dar níveis diferentes de relevancia ao que fala e lê na internet. Como reagir às coisas que se lê? Delicado... Mas intrinsecamente ligado ao grau de importância supracitado. E além disso, todas as conversas possuem um contexto, que deve ser levado em conta ao se avaliar a relevância de uma citação. Há quem diga "falo o que quero, do jeito que achar melhor, e dane-se quem ouvir", mas exigir da outra parte o mesmo grau de aceitação é uma atitude no mínimo equivocada. Válido seria afastar-se um pouco da situação vexatória quando o limiar de tolerância (variável de pessoa pra pessoa) estiver próximo de ser alcançado. Parar, reavaliar, decidir se as "qualidades" das pessoas ditas virtuais são capazes de curar todas as "feridas" produzidas pelos seus "defeitos"... Avaliar se viver esta dita ilusão traz algum conforto, aprendizado ou ajuda... Repensar a própria postura adotada diante das variadas situações e contextos... São coisas a se pensar, e ainda assim, consensos são difíceis de se obter.

27 fevereiro 2007

Anestesiado

Reinicio das aulas. Fim de férias... Más lembranças, muitas decepções. O desejo de encontrar rostos amigáveis, Menos ácidos... Eu? Estou anestesiado... Torpor... Meias palavras, econômicas e muito bem pensadas. Olhar fixo, numa tela fria e colorida... Uma voz familiar, mas, por ora, desinteressante. Um abraço sem cor, sem sabor, sem vontade... Eu? Estou anestesiado...