18 julho 2007

Mini Google Open Source - O Gênesis

Antes de mais nada, para se montar um sistema de buca, é necessário um motor de busca. Escolher um motor de busca open source numa linguagem relativamente comum (algo como Java, PHP, ASP ou C++) seria o primeiro passo nessa empreitada. Tendo Java/JSP como tecnologias emergentes no desenvolvimento de sistemas web nos dias de hoje, escolhi essas ferramentas como base do meu projeto. Uma escolha visando mais o aprendizado daquilo que o mercado atualmente pede de seus profissionais. Também estou tentando usar Struts no projeto, também como objeto de aprendizado. Para a ligação usuário/sistema era necessário escolher um servidor de aplicações que fosse compatível com Java/JSP. Nada mais óbvio que o Tomcat. Desenvolvido e mantido pela Apache Software Foundation, esse servidor web já é bastante difundido entre aqueles que desenvolvem em Java. Existem outras soluções para esse mesmo problema, como o Jetty, mas o Tomcat é a mais conhecida dentre todas elas. Escolhidas a linguagem e o servidor de aplicações, a escolha de um motor de busca se torna mais restrita. Olhando algumas revistas sobre Java na empresa onde eu estagiava, eu encontrei uma solução interessante: o Lucene. O Lucene não é um framework, onde nós apenas extendemos classes para customizar um sistema genérico pré-existente; é uma biblioteca, na qual usamos classes para montar um sistema que supre nossas necessidades. Esta biblioteca não extrai os dados passiveis de busca documentos quaisquer. Essa é uma tarefa que deve ser feita a parte, utilizando outras bibliotecas/frameworks. O Lucene apenas manipula os dados que lhe são fornecidos, previamente extraídos dos documentos a serem utilizados como alvo de busca, realizando uma indexação e provendo busca de modo fácil e modular. A questão principal que motiva a criação desse protótipo de sistema é: como criar um sistema de busca independente de conteúdo, ou ao menos extensível a algo próximo desse patamar? O Lucene tem a sua abstração de documento baseada em campos. Cada campo é preenchido por conteudo texto. Já existe algumas soluções a esse respeito, como o projeto Lius. Também usa Java e Lucene, mas não é (ao meu ver) uma aplicação web. Claro que poderia se utilizar o Lius como parte de uma arquitetura MVC, mas isso iria de encontro ao meu estudo, já que programar faz parte do aprendizado. Mas a idéia é especificar os documentos suportados pelo sistema num arquivo XML, e utilizá-lo no processo de indexação e busca. Inicialmente, meu objetivo era aprender a usar o Lucene direito, e o primeiro protótipo apenas buscava PDFs. Agora, com um pouco mais de maturidade, o sistema já foi preparado para ser genérico, ou ao menos multi-conteúdo. Ainda realiza busca apenas sobre conteúdo PDF e JPEG, mas o objetivo é, ao menos, adicionar um módulo para busca de MP3's e códigos fonte Java.

04 julho 2007

Confuse...

Apenas uma semana depois. Um tanto curiosa a respeito do meu final de semana, mas não seria eu a contar-lhe como ele teria sido. Impressionante, mas sabedoria vale mesmo mais que inteligência, em todas as ocasiões. Que eu tenha os dois, e o quanto antes... Passamos horas conversando. Ou melhor, passei horas ouvindo... Era impressionante como ela sabia fazer as peguntas corretas, na hora certa, com as palavras adequadas. E mesmo quando eu nada respondia, ela sabia no que eu pensava... Parecia ler a minha mente através dos meus olhos. Se de um lado parecia confortavel estar com alguém que me entendia sem esforço algum, de outro vinha o medo maior de não conseguir esconder coisa alguma, caso fosse preciso. E que medo... Após algum tempo, me senti mais à vontade pra falar sobre sonhos que tenho desde criança. E eu via aquele olhar distante... Parecia pressentir que era quase uma despedida... E acompanhado de uma espécie de pezar, como se um "é querer demais" saisse de seus lábios. Uma mulher madura, de seus 39 anos, com sonhos simples, e eu, um homem também relativamente maduro, mas com seus 21 anos de idade, com sonhos nada simples, e objetivos bem traçados. A partir daquele instante, eu começava a entender que seria complicado demais manter um relacionamento duradouro com aquela mulher, dando tudo aquilo que ela me pedia... E como a despedida a que o ar me cheirava, um beijo. Trocamos carinhos singelos, e a cada um deles eu sentia um misto de gelo e fogo, pela tênue sensação de perda e pelo desejo que aflorava. A essas alturas, a minha sanidade parecia ter atado as mãos... Entregue ao aconchego daqueles braços, o gelo havia acabado de derreter, e o fogo, de incendiar-me. As defesas foram ruindo e a resistência débil evaporava, como o suor dos nossos corpos... Amamo-nos, do jeito mais puro que conheci até então. Como o corpo que desaba, a mente se desarma, e a languidez se instala. Medo? Pavor. Não, melhor: pânico. Hoje... Todos os planos podem ir por água a baixo... Um quê de confiança me diz que nada de errado acontecerá, mas ainda assim, pânico. Contudo, nada mem tira da cabeça aquela noite...

02 julho 2007

Certainty!

É, uma certeza. E dois dias depois, de um jeito repentino, mas quase pré-anunciado. Esse presente, que veio de um jeito tão inusitado, tem valor inestimável, quase uma marca a fogo em pele. Se teria continuidade? Dificil prever, pois a certeza deu lugar à dúvida, num jogo tácito de avanços e retrocessos, que instigam a curiosidade e a imaginação de um mero aprendiz... Um dia depois, um toque no celular, e uma conversa via mensageiro instantâneo, ao som de Brian McKnight. Havia entrega naquelas palavras, quase que um momento de fraqueza... Confissões que envolviam desejo, num tom que me soou como prêmio, como recompensa. Parecia até que as dúvidas haviam sanado por completo, mas seria ingenuidade a minha acreditar nisso. Se eu não vislumbrasse o que viria depois, talvez a felicidade de que sou acometido, ainda que momentaneamente, não viesse tão cedo, e tão intensa... Mais um dia, mais uma noite. E ela me aparece ainda mais linda, ainda mais leve, e tão confusa quanto sempre... Confusão de sentimentos da qual eu faço parte, sem garantia alguma. Um olhar perdido na direção da Baía de Todos os Santos, sob o crepúsculo de um domingo e à brisa salgada do mar. Beijos meio tímidos, bem ali, em meio aquela vista deslumbrante. Era impossível deduzir o que se passava naquela mente, quase um barco no mar revolto. A única coisa que eu poderia fazer era tornar a noite o mais agradável possivel, antes que aquele mesmo mar naufragasse. Passos lentos ladeira a baixo, e um olhar desinteressado. Um porto, um bar, cadeiras vazias, e a seleção apática numa tela de 20''. Garçons preguiçosos, tanto quanto o refrigerante e a cerveja que nos serviram. O mesmo olhar, a mesma sensação de vazio, uma quase nostalgia. Suas palavras exprimiam dúvida e sofrimento, mas seu olhar berrava carência, saudade... No aconchego sutil de um meio abraço, apenas uma frase, e lá se iam os dois, ladeira a cima, num ônibus pêgo sem demora.
...
Amor sem palavras. Talvez nem tanto, mas naquela noite eu pude conhecer a expressão do sentimento apenas em gestos, prazer e suor. A entrega não me era miragem, como há um dia atrás. Mas era tímida, a dúvida ainda perdura... E se daquela noite nada mais possa ser garimpado, como diamante bruto em meio à correnteza, que naquele instante em que o tempo parou, a felicidade nos tenha sido intensa e mortal...

Doubt?

Impressionante, mas às vezes conselhos funcionam... Recebi um e-mail segunda feira passada. Uma mulher, puro mistério e sedução, aparentemente disfarçados de apatia. Alguém a quem eu, do jeito errôneo de sempre, havia demonstrado o meu interesse, apreço. De certo, era preciso um toque a menos de sinceridade, de impulsividade. Toque esse que veio com algo que às vezes me parece mais uma arma: o silêncio... Meses atrás, essa mesma mulher havia me dito a frase que mais mexe comigo desde os meus quatorze anos de idade: "você é bonzinho demais pra ser namorado". Um breu frio é o que me vem à mente sempre que eu a ouço... Essa foi a senha de entrada no meu purgatório particular, onde eu tive que conter a minha ansiedade nata, tratar às amigas do mesmo jeito que a tratava, e ainda ser um tanto mais frio com ela. Exatos um mês em meio a correntes, até que a minha voz ecoa ao som de um violão, em meio a uma sala cheia de homens e mulheres, atentos ao trabalho do semestre. Um olhar mais doce, gestos mais suaves... E enfim a lembrança dos lábios que há muito eu não beijava. Algumas horas de companhia e afagos, sob o olhar do mar e da lua, numa noite de quinta feira. Ainda assim, eu continuava no purgatório. Por mais uma semana reneguei à tentação, agora sem tanto sofrimento, pelo fato de não a ter tão próximo. Enfim, o e-mail. Um convite. Algo aparentemente simples, apenas o desfrutar de sua companhia num fim de noite. Seria essa a chave para as correntes? Santo esquecimento o meu... Um ambiente rústico, quase um quintal com piso em basalto, bem arejado e arborizado. Aquele cinema troca a grade de seções todas as sextas feiras, e além disso, a seção desejada era orginalmente uma hora mais tarde... Tenho que agradecer a Oscar Niemeyer, por me ofuscar as luzes. Sala parcialmente cheia, e um documentário que não era exatamente o foco da nossa atenção. Beijos suaves, que foram se incendiando conforme o interesse pelas palavras do velho diminuia. Apenas beijos, é verdade, mas que me garantiram a permissão de colocar dúvida no coração e na mente de uma mulher. Dúvida? Sim... Apenas dúvida. Essa dúvida me daria o maior presente da minha vida até então, apenas dois dias depois...

25 junho 2007

Déjà vú?

Sábado... Família reunida, noite de São João. Talvez apenas mais uma noite em família, talvez mais uma noite onde a minha "ingenuidade", o meu descuido, tenham-se aflorado novamente. Uma noite, e uma mulher. Ela era de todo riso e descontração, cujos olhos traziam paz e aconchego. Tinha quase a mesma idade que a minha mãe, frase que eu voltaria a ouvir dali a pouco... Engraçado como meus olhos não conseguem enganar nem a mim mesmo... Onde eu via discrição, lia-se exagero... E ali todos o liam, exceto eu. Talvez uma fraqueza, pela pouca idade que tenho, mas isso não é algo de que, hoje, eu venha a me arrepender. Olhares ao longe, mais risos, mais dúvidas. Duas cadeiras, antes separadas pelo infinito de 3 metros, agora unidas por um papo desinteressado, sem aparentes segundas intenções. Acho eu que a minha discrição tinha ido embora há 2 horas atrás... Gostos parecidos, idéias tão quanto. Como sempre, meus ouvidos tomaram o lugar da minha boca. Ainda não tinha perdido a capacidade de reconhecer alguém parecido comigo... Dois gestos, e dali a pouco um papel, com um numero de telefone estava no bolso da minha calça. Veio com o mesmo olhar risonho de antes... Uma despedida realmente discreta, mas com um quê de confirmação, de que eu não havia pensado nada errado. Com aquela conversa na cabeça, ainda naquela mesma noite, uma seleção de músicas estava pronta, guardada em algum lugar no meu computador. Seleção esta que foi gravada num CD, e dada àquela mulher três dias depois, num fim de noite, na sua casa. Havia acabado de chegar... Um lugar aconchegante, tanto quanto aqueles olhos. A sua surpresa diante de cada música foi agradável. Serviu-me bebida, uns petiscos, e postou-se a conversar, indagar... Como se quisesse confirmar verbalmente o que lia-se em meus olhos. Meus ouvidos inebriados com o som das músicas, meus olhos perdidos vislumbrando alguma cena em particular, e de repente um beijo furtivo, seguido da frase "Não fala nada, deixe acontecer". Não eram só os olhos, mas os braços e a boca, deveras acolhedores... Pareciam me conduzir ao seu bel prazer, e eu, lembrando do velho ditado, deixei que o fizessem.
...
Voltei pra casa andando pelas ruas escuras, tomando chuva e vento frio. Entrei no ônibus quase pêgo às cegas, já que meus óculos estavam completamente embaçados. Cheguei em casa morrendo de frio, e ansioso pelo que minha mente faria, em sonho, com as 4 horas anteriores...

27 maio 2007

Pensando alto...

Onde estás, que não me dá o ar da tua graça? Onde estás, que tuas palavras não me alcançam os ouvidos? Onde estás, que o teu cheiro não me agracia minhas narinas? Onde estás, que a tua imagem não mais aprecio?
Que há de ti? Que há de mim senão ti? Imaginar, talvez, uma face desconhecida e misteriosa, Que me atiça a curiosidade, Que, talvez, me desperte o desejo...
Saudade? Talvez... Só hei de reconhecer quando voltares...

23 maio 2007

Ah felicidade...

Sentado no banco do ônibus, vendo as luzes boêmias passarem depressa pela janela, penso eu no quão difícil é ser feliz. Tem gente que é feliz e não sabe, tem gente que passa toda a vida em busca da felicidade que até esquece que rosto ela tem... Ah felicidade... Criança levada que volta e meia apronta das suas, que traz riso ao rosto dos mais velhos e inveja a muitos dos coleguinhas de escola. Criança como qualquer outra, que ri, que vrinca, que chora... Criança inocente, sem malícia, criança humilde essa felicidade, que mesmo tendo tudo à sua volta se faz descontente, sem ter com quem compartilhar...

Mas como todas as outras crianças, a felicidade cresce, se torna mulher, e que mulher... Ciente de si, de personalidade forte, madura, inteligente... E ainda coma mesma humildade de quando criança. A felicidade sabe que mesmo sendo extrovertida e descontraída, mesmo sendo bem humorada como ela só, não pode contentar à inveja, à soberba, à ganância... E a estas, sempre cumprimenta com um sorriso longo, verdadeiro, sem segundas intenções. Todas a desejam, poucas a tiveram... E enquanto cresce, a felicidade aprende, ganha experiências, histórias pra contar... Ensina, se diverte...

À meia idade arranca ohares de garotões em pleno calçadão. Ainda tem energia pra sair e dançar, rir, fazer planos... Ainda tem saúde pra amar, tão intensamente quanto nos tempos de juventude, tão experiente quanto seus pais o foram quando tinham o dobro da sua idade. Às vezes eu penso se felicidade morre, de tão vivaz que ela é. Impressiona a mim, e aos filhos, e aos netos... E em todos os seus anos de vida, uma coisa na felicidade nunca mudou: humildade. O corpo de uma senhora alegre, seus cabelos brancos, mas o coração e a mente que tinha quando criança...

11 maio 2007

Campanha de amor ao próximo

Essa música eu dedico a todos aqueles que de um modo ou de outro me fizeram ver que a vida é um saco... E como embaixo de todo saco tem o campinho...