07 dezembro 2007

Projeto Final de Curso - Parte I

Seis meses cansativos, é verdade, mas os últimos 2 meses foram intensamente produtivos. Teriam que ser, ou eu não me formaria esse ano. Uma mudança de enfoque no trabalho me deu o gás e a motivação que eu precisava para encarar algumas noites bem longas escrevendo a monografia, que, como previu meu orientador, ficou bem enxuta (menos de 40 páginas de texto escrito) e densa (muitas definições matemáticas - teoria dos grafos e geometria computacional). O meu orientador viajaria 4 dias antes do início das apresentações, e eu teria que entregar a minha monografia 5 dias antes do prazo. Ainda bem que ele me conseguiu alguns dias a mais, porque eu só consegui "terminar" de escrever hoje. Latex ajuda um bocado... Escrever algoritmos, fórmulas matemáticas e outras coisas chatinhas não seria tão fácil e rápido, principalmente gerenciar citações, índices e referências. Correria, correria... Alguma reuniões curtas, uma vez na semana, e o trabalho ia se delineando. Pesquisa acadêmica sempre tem seus encalços, como achar boas referências, discutir questões chave, etc. E é melhor ainda quando os seus resultados são realmente úteis pra alguém, que se mostra satisfeito com o seu trabalho. Ter algo em que se concentrar é um bom remédio pra algumas outras decepções da vida (seja pessoal, profissional ou amorosa). Enfim, depois de árduas 3 semanas, a monografia foi impressa e entregue aos professores da banca. Agora é estudar e me preparar pra apresentá-la, porque tem gente interessada nos resultados desses últimos seis meses de trabalho... Não gaguejar tanto, não ficar tão nervoso, aparentar segurança... Missão quase impossível. Veja Também: Tutoriais sobre Latex Tex-BR - Wiki dos usuários de Latex Tutorial Latex - Um tutorial em PDF bem completo Referências e citações Bibtex Citeseer - Scientific Literature Digital Library ACM - Association for Computing Machinery

07 novembro 2007

Anxiety

Veneno insípido, incolor, inodoro e letal. Uma urgência inconseqüente de poder amar em paz, um oceano inteiro de afeto e desejo que não cabe em carne, osso e coração. É tanta alma pra doar que a carência de todas as existências se encontram numa ramificação, formando um único caminho... E às vezes dá desespero por não avistar alguém, qualquer um que seja, pra caminhar junto conosco... É um medo que dói, um medo sem razão de ser, medo do que talvez nunca poderíamos ser ou ter... Medo até de pensar....

Veneno corrosivo, que faz as coisas perderem o sentido, que faz os momentos felizes de uma existência inteira perderem suas origens, seus motivos... É um medo estranho de que as coisas nunca conheçam um começo realmente feliz, a contento de tudo e de todos, como uma unanimidade subjetiva e exata que nos provê uma completude há muito desejada. Medo do futuro, medo do velho tempo, corcunda e vagaroso, devido ao peso da sabedoria que carrega nas costas. Veneno algoz, que se intensifica a cada arfada, a cada movimento brusco de peixe em mar de ansiedade... Peixe que agoniza, que se debate, que definha por si só. Peixe que talvez sonhe em ser ave, ou apenas peixe... Peixe que almeja apenas mais uma única gota de vida, suplicando tão somente que a esperança lhe venha como o ar, inundando-lhe o sangue, renovando-lhe o sopro da fé...

De olhos fechados, o silencio de uma vida lhe ensurdece. E lá no fundo de si mesmo existe, ainda que ingênua, a crença num dia qualquer, em que possa finalmente descansar em águas plácidas, de onde nunca mais sairá. Uma crença tão humilde quanto a vontade de viver, que ainda lhe impele a extrair de coisa nenhuma um resquício qualquer de esperança...

por Leandro Soriano e Vanessa Machado

05 novembro 2007

A new passion? Maybe...

Três da tarde. Casa, um banho, e pé na rua novamente. E lá se vão mais 3 horas, rapidamente o sol se põe. Chego no shopping e dou o telefonema. Segundos depois, lá vou eu em direção à loja de roupas, onde ela estava. Passos um tanto apressados, é verdade, mas a vontade imensa de vê-la justifica tamanha ansiedade... Assim que eu ponho os pés dentro da loja, eu vejo de longe dois pseudo-homossexuais gritando histéricamente o meu nome. "Êlas" vêm em minha direção, com um rebolado hiláricamente mágico, elogiando o meu aperto de mão, o meu sorriso e os meus pelos no abdôme; tentavam a todo custo me fazer ficar ainda mais sem graça (coisa impossível pra quem já sobreviveu aos sarros dos cursinhos pré-vestibulares e ao CEFET-BA). E imediatamente após as carícias em meu abdome também pseudo-definido, surge ela, completamente linda e envergonhada... Recebeu-me com um beijo rápido e um abraço mais que reconfortante, abraço pelo qual eu havia passado cinco eternos dias esperando... Aquele sorriso emitia um brilho, uma sensação de paz e conforto que há muito tempo eu não sentia... Lá se vão ela uma amiga (com seios fartos, coxas roliças, bumbum redondinho, cintura fina, cabelo longo, voz fina, tudo que um homem gosta numa mulher nascida mulher). Enquanto iam as duas pro provador feminino, os dois amigos dela, agora se despindo do papel de homossexuais, conversam um tanto comigo. E, por incrível que pareça, conseguiram me deixar mais sem graça quando falavam sério do que quando estavam de brincadeira. O mais baixo, de cabelos negros, pele clara, cujo nome agora eu me esqueço, entre outras boas dicas, dá-me o conselho: "cuide bem da minha amiga, tá ouvindo?" Estava um tanto apressado, precisava ir buscar alguém em algum lugar. Fica o outro, um tanto mais velho, de cabelos longos e louros. E, também, entre as diversas outras coisas que dois homens da área de informática falam (20% de tecnologia, 79.999% de mulher e sexo, mais 0.001% de coisas amenas), solta a pergunta: "há quanto tempo vocês estão juntos?" Corei, e demorei pra responder que estávamos saindo há pouco mais de uma semana. Saímos da loja e fomos todos matar tempo. Entre o encontrar de alguns outros amigos na fila dos ingressos, da ida ao caixa eletrônico para sacar dinheiro e as andanças pelas vitrines em busca de algum brinquedo engraçado, eu me deixava levar... Andávamos de mãos dadas pelo shopping, a despeito de qualquer outro ser, homem ou mulher, ou qualquer mistura dos dois. Ela conseguia me fazer sentir conforto e hospitalidade, como se nós realmente tivéssemos uma relação de meses, ou anos até. E aqueles amigos, que pareciam me conhecer já há algum tempo, talvez de tanto ouvirem falar sobre mim, faziam daquela noite de segunda feira algo que eu iria gostar de guardar na memória... Dentro do cinema, poutronas já escolhidas. Saem a minha princesa de ébano e o louro hilário comprar algum lanche, e ficamos eu e a amiga do gênero feminino. Trocamos algumas poucas palavras, e no resto do tempo, eu ficava a devanear sobre o que levara àquelas pessoas, que eu nunca havia visto, a serem tão cordiais comigo. Talvez um pouco mais, talvez no porque aquela mulher, de gentileza e carisma tão à flor da pele quanto a sua negritude, estava sendo tão carinhosa. Era exatamente tudo o que eu desejava nos últimos seis anos... Luzes apagadas, exceto a da própria tela do cinema. Encosto de braço entre nós dois erguido, e um abraço terno nos era permitido. Era como uma home session, numa poutrona de couro macia e aconchegante, mesinha de centro, pipoca, suco de laranga, um home theater e um televisor de plasma de 72''. Trocávamos beijos ora ternos, ora provocantes, enquanto alguns tiros eram trocados nas vielas do filme. Era um abraço tão quente que eu não sentia vontade de respirar (o que a levou a parar, virar-se, e tocar uma das mãos em meu peito - taquicardia)... Era como se apenas quatro poltronas estivessem ocupadas na sala inteira, e em duas delas, um outro filme estivesse sendo encenado.
...
Uma hora e meia depois de me despedir dela, no ponto de ônibus, eu estava em minha cama. Desejando insistentemente que a noite demorasse a passar, para que eu tivesse tempo de rever algumas vezes aquele fim de noite. Ou ainda, para que eu tivesse tempo suficiente para desejar mais um dejà vú como este...
"Thank you for touching my heart..."

31 outubro 2007

IV UNIFEST - Eliminatórias

Manhã de terça feira, e eu aqui, no estágio, com um violão. Algumas poucas (três) pessoas sabiam que eu tocava e cantava alguma coisa, mas ainda assim não sabiam do concurso. Fico eu aqui fazendo coisas do estágio, até a hora de ir pra faculdade. Enquanto isso, eu procurava músicas de Flávio Venturini pra levar pra uma (até então) conhecida, lá na faculdade. Algumas horas depois, e lá estou eu, assistindo aula de tópicos em inteligência artificial. O assunto do dia era alguma forma de se misturar genética com cérebros artificiais (prara os mais leigos). Estava ficando até interessante a discussão sobre o assunto, mas duas coisas não me saiam da cabeça: o festival e essa tal conhecida. Saio eu da aula, e vou cumprir a minha promessa: levar as músicas para ela. Secretária eficiente que é, estava a atender atenciosa e pacientemente algum outro homem, algo a respeito de quadros brancos, daqueles que se escreve com caneta piloto. Espero ela acabar de atendê-lo pra falar comigo, até que ela se levanta da mesa onde estava. Cumprimenta-me com dois beijos no rosto, coisa que até então nunca havia feito. Tiro eu a pendrive do bolso, pra que ela pegue as músicas que queria. E então, hora de ir embora... Ela me conduz até a saida do departamento onde trabalha. Ficamos ali, do lado de fora, trocando algumas palavras, até que ela me dá um abraço, e me deseja boa sorte, por diversas vezes, bem baixinho no meu ouvido. Abraço aconchegante, clima acolhedor... Algo me estaria reservado pra algumas horas à frente? Depois da "concentração" na casa de Soumn, vamos todos para a praça, onde seria o festival. E bem em cima da hora, lá estava a tal conhecida. Linda... Acompanhada de mais duas amigas. Todo o meu pessoal sobe no palco, e cantamos Regina primeiro, afinal de contas, essa é a música mais bem humorada que tínhamos na lista. Foi muito boa (na opinião do grupo, e de quem veio nos assistir) a interpretação de Beto, apesar de errar a letra e ter bebido um pouco... Enfim, Completude. Nem tão nervoso, nem tão calmo. De lá de baixo, ela me acena... Estranho, mas foi a única pessoa queeu enxerguei de lá de cima... Fecho os olhos, e começo a tocar. Alguns erros, óbvio, mas uma apresentação um tanto limpa, bem mais segura, emocionada talvez. Eu me sentia mais leve, como se ao cantar essa música estivesse fazendo um desabafo (que aliás, é o que metade da letra significa). E depois, é hora de andar na chuva. Jailson interpreta Esperando a chuva passar de forma realmente brilhante. Figurino, atitude no palco, muito bom mesmo. Talvez até um pouco melhor que o nosso ensaio, no estúdio. Fazendo back vocal junto com a namorada (noiva) do baterista, éramos os dois apenas coadjuvantes nesse cenário. Enfim, a nossa apresentação acabou. Eu desco do palco com o meu violão nas costas, e a procuro. Lá estava ela, com as amigas. Dá-me um outro abraço, ainda melhor que o primeiro. Faz-me elogios que ao mesmo tempo que me engrandecem, me fazem sumir num mar de vergonha... Só então ela me apresenta as amigas. Ausento-me por alguns instantes, pois eu realmente necessitava falar com as demais pessoas que vieram me ver e ouvir cantar... Ficamos o show todo abraçados, rindo com as peripércias da amiga baixinha, e com os comentários ácidos da amiga grandinha da não mais só conhecida. Uma música mais bonita que a outra, mais engraçada que a outra, mais estranha que a outra... E ao final do show, o ápice. Um beijo mais que tórrido, daquele que faz os amantes se debaterem nas pessoas ao seu redor, esquecendo que o mundo existe... Mais e mais beijos desses nos foram trocados, ali mesmo na frente do palco, e numa bancada de pedra ao longo da lateral direita do palco. Uma noite e tanto, depois de várias outras desejando algo bem menor que isso...
"E que noites como essas possam se repetir, ao menos nos sonhos de um de nós"

13 outubro 2007

Minha música no UNIFEST

Estava eu, voltando pela Orla Marítima de Salvador, pensando numa mulher. A minha primeira mulher... Meio sofrida a minha história, gostava dela antes de tê-la pela primeira vez, mas enfim. Lá ia eu, sentado na janela do ônibus, sentindo a brisa do mar no rosto quando algumas palavras e um pedaço de melodia me sobem à cabeça... Fiquei com aquela idéia na cabeça, achando tudo muito simples demais, até que um dia eu resolvo terminar o que eu tinha começado. Termino de escrever a letra, de fazer a melodia, e ainda achando tudo muito simples (não sou compositor), mostrei o resultado a alguns amigos. Eles me disseram coisas como "tá linda", "tá massa", "brilhante!" (Valeu Gaby, Néria, Vanessa...). Dei até uma cópia num cd de audio para a musa da música, mas aposto que ela não deu muita bola. Seguindo algumas sugestões, eu me inscrevi num concurso de música universitária da minha cidade, o UNIFEST. E ontem ocorreu a triagem. O resultado saiu HOJE. E a MINHA música tá entre as 30 selecionadas pela UFBA. As eliminatórias pela minha universidade ocorrem entre os dias 23 e 30 de outubro, na Praça Quincas Bello D'água, Pelourinho. É, Pelourinho. Nas minhas andadas por lá, eu sempre via ótimos artistas de rua tocando em barzinhos, e agora é a minha vez de ter meus 4min35seg de fama... Valeu pela convivência, Drica. Pelo visto, além de algumas lágrimas e afagos agradáveis, isso me rendeu uma alegria incomensurável...

09 outubro 2007

Novo Estágio (Software AG)

Cá estou eu, recém chegado. Uma das primeiras vantagens é café com o tanto de leite que vc quiser por, e a qualquer hora! Pra quem fica até tarde no PC, café é um bom combustível. Uma mesa de madeira só pra mim, relativamente ampla (uns 1.5 metros quadrados), um Intel Dual Core com 1 GB de RAM só pra mim... Cadeira confortável e tudo mais... Em relação a instrumento de trabalho eu não tenho (por hora) muito a reclamar, a não ser pela falta de um gravador de CD/DVD, que supro com minha pendrive. Quando ao pessoal... Bem, tem um espanhol que é engraçado pra caramba, ele é o chefe... O resto da galera é bem tranquila, o ambiente é calmo, no máximo uma reuniãozinha stand up no meio do setor mesmo. Ar condicionado não muito agressivo... Até agora, no que eu pedi ajuda, fui atendido com no máximo uns 15 minutos de espera... Como sou novo aqui, melhor esperar um pouco mais pra falar sobre isso... Mas tem uma coisa que eu sinto falta... Coisas como o "bom dia o caralho", ou o "de cú", ou o "você veio nú hoje Soriano?" do 6° andar do Jornal A Tarde tiravam um pouco do cansaço. Acho que essas mudanças todas me deixaram um pouco com preguiça de escrever aqui, mexer mais no outro blog (o musical), trabalho de conclusão de curso, troca de estágio... Acho que isso não seja algo que 12h de sexo e algumas latas de bohemia não resolvam...

27 setembro 2007

2º Fast Music - Preliminares

Lá estava eu, vendo as proesas dos calouros no Dolphin Olympics 2 (vide google), e ainda "orgulhoso" pelo meu "record" (193 milhões e alguma coisa) ainda estar no topo do ranking do DaComp (coisa de nerd), quando meu celular toca. Não fazia a mínima idéia de quem era, a não ser que usava um celular da TIM. Quando eu atendo, uma mulher de voz mansa se identifica, e meu sangue ferve de alegria...

Sim, era da organização do concurso. Eu tinha sido chamado pra terceira eliminatória, esse domingo, 14h, na praça de alimentação do shopping. Falou-me que eu precisava chegar às 13:30 e ir direto pro camarim, que ficaria às proximidades do banheiro (estranho, não?). Sei lá, aquilo me deixou feliz como há muito tempo eu não me sentia... Imaginar que, além dos meus amigos e familiares dizerem que eu toco e canto bem, agora um juri dito profissional achar que eu mereço uma oportunidade pra cantar num concurso de calouros...

É, a coisa tá ficando mais séria. Pra quem tinha se inscrito de bobeira, como quem não queria nada, até que as coisas estão caminhando bem... Tenho que ensaiar, revisar a dicção e o inglês nas músicas que eu escolhi pra cantar...Pensar em alguma coisa não muito automatizada pra fazer antes e/ou depois da apresentação, porque interação com o público conta... Talvez, com as promessas da galera de ir lá me ver, eu fique um pouco menos nervoso, algo menos ainda quando eu tirar os óculos e não enxergar coisa alguma à minha frente, além de um microfone e meu violão.

[]s Soriano

17 setembro 2007

2º Fast Music - Inscrição

Passo eu de bobeira no Shopping Center Lapa (Salvador), depois de ter procurado saber como registrar uma música no Escritório de Direitos Autorais (3º Andar da Biblioteca Central dos Barris), e vejo uma morena linda, dos olhos claros num balcão, bem perto da praça de alimentação. Ela me olha com o sorriso de todas as atendentes: "Já se inscreveu, Senhor?" Eu procuro saber dos trâmites para a inscrição, entrego a papelada toda e um cd com algumas músicas gravadas por mim (já tinha as músicas na pendrive). Pois bem, estou inscrito no 2º Fast Music do Shopping Center Lapa. Espero que eu seja pré-selecionado pra tocar ao vivo no shopping. Afinal de contas, vale R$1000,00 o primeiro lugar, R$500,00 o segundo e R$300,00 o terceio... Qualquer grana é bem vinda pra minha formatura ;) Veja também: Link direto para a página do Shopping

09 setembro 2007

Saudade...

Definitivamente não é bom fazer planos. Ao menos, não para coisas que não dependam única e exclusivamente de nós mesmos. Isso porque é certo que uma sensação de frustração surja assim que as coisas saiam do "controle" que pensávamos ter. Também não é bom fazer planos para coisa alguma que envolva sentimentos. Mesmo que isso dependa somente de nós mesmos. Assim como sentimentos bons aparecem e preenchem o vazio que antes existia em nossos corações, eles vão embora, deixando nada mais, nada menos que Saudade...

Saudade que chega de mansinho, mas que não ocupa espaço algum. Muito pelo contrário, deixa um vazio enorme... E uma vontade tão grande quanto de chamar de volta aquilo que ocupava aquele mesmo espaço, há algumas semanas atrás. A única coisa que a saudade faz questão, é de pendurar os seus quadros nas paredes. Alguns muitos, é verdade... E para cada quadro, uma sensação boa, uma lembrança, um momento feliz que ficou guardado na memória. Saudade, a mulher dos quadros e pinturas...

Fica ela de lá, sentada no meio do galpão enorme, apenas com uma poltrona confortável, uma mesinha de centro, um jogo de chá e seus quadros. Até que de duas uma: ou o dono do galpão decide colocar algo mais rentável no lugar (como um novo amor, ou uma conquista pessoal tão gratificante quanto), ou a própria Saudade se vá, levando seus quadros a quem melhor os aprecie além dela mesma... Estranho, mas é possível sentir saudade da Saudade

03 setembro 2007

Musicomp 2007.2 - Impressões

É, eu ando meio sumido desse blog... To mais movimentando esse outro: Soriano Music Hall. Esa sexta feira foi muito massa pra mim, primeira vez que eu toco pra um público que, em sua totalidade, não é de familiares. Depois dessa maré de coisas mais ou menos que andou passando pela minha vida, cantar e desabafar na voz e no violão foi realmente revigorante. Dancei arrocha (é, arrocha), lambada, rock, reggae... Faz 1 ano que eu não me divertia tanto; musicomp é semestral, mas com o ofício da reitoria proibindo festas nos campi da UFBA, até arranjar um outro lugar baratinho pra fazer a festa, deu trabalho. E imaginem: é duro perceber que a gente tá ficando velho... 22 anos de idade, último (espero) semestre da graduação, cursando Projeto Final II, estudando pra o último trabalho do curso, escrevendo monografia, etc... E um monte de "cuecas pseudo-limpas" com as caras sem um pêlo sequer, jeitinho de nerd (é, já fui assim), que eu nunca vi mais magros antes... Mas enfim. Festa como essa, com um monte de malucos cantando, dançando e zoando com todo mundo, altos montinhos e danças extravagantes, vai ser difícil de achar... Veja também: Soriano Music Hall - Musicomp (Impressões)