Essa foi a pergunta que eu tenho me feito nos últimos dois meses. Depois de ter experimentado a catarse por um bom tempo, cairam sobre mim as responsabilidades pelas quais eu já estava esperando (e temendo) faz um bom tempo. E por mais que eu estivesse prevendo que seria difícil, bem, foi mais dificil do que eu pensava...
Pressão, cobranças, dúvidas, receios... Acreditem, faculdade não é nada comparado a isso. Não é apenas mais um clichê barato de comunista frustrado aquela velha frase que diz que o mercado de trabalho é cruel. Além de ter um bom currículo profissional, de ser versátil, de ter eficiência e eficácia (duas coisas que não deveriam andar separadas), todo bom profissional deve (ou deveria) ter um QE (mais conhecido como inteligência emocional) elevadíssimo...
Imagine ter que lhe dar com prazos, decisões de última hora, montantes e montantes de trabalho, além da falta de experiência (estamos falando de um recém-formado), sem falar no clima tenso que é gerado no ambiente de trabalho, em função de todas essas coisas. É de se considerar normal que qualquer um se desespere numa situação como essas, não é? Mas essa é a questão: desespero coloca todos os seus problemas no triturador de papéis?
Pense que só serão atribuídas a você as culpas que realmente lhe forem cabíveis, por mais que seus superiores ou colegas de trabalho tentem lhe puxar o tapete. Seja capaz de apresentar os fatos como eles realmente são, sem distorcer coisa alguma, porque no final das contas, vc vai ter a certeza de que jogou limpo. Na pior das hipóteses, você vai sair dessa experiência bem mais maduro profissionalmente do que quando entrou, e isso já é um ganho enorme...
Veja Também:
Wikipedia - Inteligencia Emocional
UOL - Como usar as emoções a nosso favor
23 maio 2008
21 maio 2008
Mulheres são apenas... Mulheres.
"Mulheres, por mais belas (ou não tão belas) que sejam, são apenas... mulheres. Nunca as trate de alguma forma que as façam pensar ou se sentir superiores à você. Elas são apenas mulheres. No momento em que você tratá-las como seres humanos, sem demonstrar tanto desejo na hora errada, você melhora. Você deve deixar espaço pra elas lhe admirarem, pra elas lhe verem..."
Eu tenho que dar o mérito dessa frase ao meu amigo Ricardo Nascimento, e pela maneira como essa frase lhe foi concebida (um sonho). E mais, por quão verídica ela é. Eu diria que essa frase é a solução de toda a frustração dos ditos "bons homens", aqueles que são tudo aquilo que as mulheres intimamente desejam, e que no fundo são "traídos" pelo ego feminino (que todos nós já sabemos - é uma verdade mais que absoluta).
Claro que toda mulher deseja se sentir cobiçada, mas o que lhe faz se sentir atraída por alguém é justamente o contrário: o mistério. Mulher é toda subjetividade. Mesmo as mais atiradas, mesmo as mais sedutoras, até estas são pura subjetividade. Mulher detesta o óbvio. E é exatamente a objetividade que sustenta o homem. Paradoxal, não?
Nem tanto. Existem homens que conseguem compreender as mulheres tão bem quanto nós (meros mortais do sexo masculino) entendemos uma propaganda de cerveja, tamanha a sua facilidade. Esses heróis são do nipe de Chico Buarque de Holanda. Não é a toa que todas as mulheres que eu conheço adoram esse homem. Letras rebuscadas, de uma complexidade tão insana quanto as loucuras do Univverso numa casca de nós (santa nerdice)...
É em caras como esse que nós, homens, deveríamos nos mirar. Objetividade nos desejos, mas subjetividade nas ações. Mistério... Tempo, paciência... Ser, de fato, como um felino.
20 maio 2008
De cara nova
Já faz um bom tempo que eu não escrevo nada no blog. Aí eu resolvi parar e dar uma arrumada na casa, mudar templates, formatar uma coisa aqui e ali, adicionar outras coisas aqui e ali também... Quem sabe mudando os móveis de lugar, como a minha mãe costuma fazer quando enjoa da casa, eu não consiga ânimo pra voltar a escrever como antes?
Afinal de contas, já entrei no terceiro ano do blog. Tá na hora de novidade :P
06 maio 2008
Validações do tipo "existe algum" no hibernate.
Mais um perrengue daqueles que enchem o saco. Passei algumas horas (na verdade, 4 horas) pra achar uma maneira boa e simples de se fazer esse tipo de validação. Eu precisava checar se determinado servidor público estava alocado em alguma escala de trabalho para fins de regra de negócio. O grafo de entidades para uma escala de trabalho era relativamente complexo, e um criteria via hibernate era relativamente trabalhoso e complexo de se fazer. Além disso, valeria a pena fazer um criteria, apenas para algo desse tipo?
if (! listaEscalaTrabalho.isEmpty()) {
throw new ApplicationException("messageKey");
}
O experiente Marco Antônio, colega de trabalho, tinha me sugerido fazer uma query direta no banco de dados. Não retornaria objeto algum, apenas a quantidade de escalas em que tal servidor estivesse alocado. Pode parecer um jeito arcaico, mas não, isso é GENIAL. Pense no seguinte: traz apenas um inteiro, não enche o cache do Hibernate com objetos sem necessidade, e além do mais, é rápida.
public boolean verificarServidorAlocado(
ServidorPublico servidorPublico) {
StringBuffer buf = new StringBuffer();
buf.append("select count(*)...");
...
Integer result = (Integer) HibernateUtil.
getSession().createSQLQuery(buf.toString()).
uniqueResult();
return (result > 0);
}
Claro que a melhor maneira para resolver este tipo de problema seria usar um HQL, mas como eu não sei usar isso ainda, nada como montar a query na mão, não é verdade?
Veja também:
HQL - The Hibernate Query Language
02 maio 2008
hashCode() e equals() no Hibernate
Se você está manipulando elementos numa coleção persistente (PersistentSet) do hibernate, por via das dúvidas, sobrescreva os métodos equals() e hashCode(). Por quê? Veja isso:
A implementação automática dos métodos equals() e hashCode() do Eclipse é falha, não realiza encapsulamento, e no caso do Timestamp e do Date, realiza justamente a comparação falha que é descrita no artigo acima. Então, o melhor a fazer seria usar o compareTo() dentro do equals(), e no caso do hashCode(), fazer algo parecido com isso:
public int hashCode() {
final int prime = 31;
int result = 1;
if (getDataHoraFim() != null) {
Calendar calendar = Calendar.getInstance();
calendar.setTime(getDataHoraFim());
result = prime * result
+ calendar.get(Calendar.YEAR);
result = prime * result
+ calendar.get(Calendar.MONTH);
result = prime * result
+ calendar.get(Calendar.DATE);
result = prime * result
+ calendar.get(Calendar.HOUR_OF_DAY);
result = prime * result
+ calendar.get(Calendar.MINUTE);
}
...
}
note que esta implementação é totalmente diferente da implementação de hashCode() do java, que é algo parecido com:
((int) getDataFim().getTime()) ^ ((int) (getDataFim().getTime() >>> 32))
03 março 2008
Enfim, Bacharel.
Eu, de pé, ali, pertinho da mesa. E Helder, me convocando da maneira mais pura possível. E naqueles 10 ou 11 segundos eu lembrei de quatro anos e meio de luta. Das várias marmitas reviradas que eu comi, esquentadas num marmitex elétrico num fundo qualquer de sala, das 3 ou 4 calças usadas nesse tempo todo, dos 3 ou 4 sapatos, das blusas finas de tão usadas... Do incentivo dos meus pais, dos meus tios, dos meus amigos... De algumas brigas ferrenhas com professores, e de cada pequena vitória...
E foi assim que, tremendo, eu caminhei até a mesa. Foi tremendo que eu enfiei o dedo no anel, e recebi o título de Bacharel em Ciência da Computação da nossa querida Frieda. Foi tremendo que eu vi meus pais, orgulhosos, felizes, num grito de alforria, vibrando tudo o que podiam. Foi tremendo que eu recebi o canudo das mãos da minha mãe, e foi ali que ambos desabaram. Eu, ali, diante de professores que eu tanto admiro, de amigos que venceram junto comigo essa jornada, eu desabei.
Desabamos ambos, eu e minha mãe, num choro copioso, contido por anos. Choramos de raiva por aqueles que duvidaram, choramos em agradecimento por aqueles que acreditaram, choramos como num grito de alforria... Foi chorando que eu abracei à aquela a quem eu tenho como exemplo de ideais, como fonte de força... Foi chorando que eu entreguei o capelo ao meu pai, e foi chorando que ele me foi colocado à cabeça. Foi chorando mais ainda que eu o abracei, esse a quem eu tenho como espelho de conduta...
Foi chorando, assim como nós, que amigos próximos, ali embaixo, choraram junto com a gente. Alguns que me viram crescer, alguns que cresceram junto comigo, alguns professores de ensino fundamental, pessoas a quem eu trago junto do meu coração. Choramos todos juntos, numa comunhão vitoriosa... E como se não bastasse, foi essa música que embalou todo esse choro copioso. Talvez, naquela hora, muitos não soubessem o porquê de eu tê-la escolhido. Assim que eu a ouvi, eu senti que ela mexeria comigo, traria à tona toda a emoção que o meu jeito de ser insiste em conter.
Obrigado, meu Deus... Eu consegui!
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27 janeiro 2008
Diário de Bordo - 5ª Semana - Catarse
Catarse. Purificação da alma baseada no sofrimento involuntário. Dor que excecra pecados, ilusões, frustrações... Há quem diga que disso tudo surge um novo ser, renovado, mais forte, ciente do seu papel no mundo. Não que sofrimento seja algo bom, mas, talvez, seja algo necessário... E se assim o for, que se sofra então, pelo tempo que for preciso, até que as feridas cicatrizem (bem ou mal), o sangue estanque, e a tontura passe...
Talvez não seja necessário explodir em choro, em dor, ou em desespero, para tornar esse sofrimento suportável. Talvez, como antes, chorar com os pés seja algo reconfortante, andar sem destino, contemplar o que há de belo à sua volta... Talvez, ainda que isso seja um clichê dito pelas boas e más línguas apenas para atenuar essa dor, a vida realmente continua.
E mesmo contra a sua vontade, ela lhe empurra... E se chorar com os pés for mesmo a solução, que seja pé ante pé, um de cada vez, como quem reaprende a andar com as próprias pernas. E que nesse choro recluso, ainda haja tempo pra resgatar as boas memórias de uma felicidade in vitro, conservá-las como ensinamentos, como um sonho bom...
Veja Também:
Catarse - Texto Explicativo
Talvez não seja necessário explodir em choro, em dor, ou em desespero, para tornar esse sofrimento suportável. Talvez, como antes, chorar com os pés seja algo reconfortante, andar sem destino, contemplar o que há de belo à sua volta... Talvez, ainda que isso seja um clichê dito pelas boas e más línguas apenas para atenuar essa dor, a vida realmente continua.
E mesmo contra a sua vontade, ela lhe empurra... E se chorar com os pés for mesmo a solução, que seja pé ante pé, um de cada vez, como quem reaprende a andar com as próprias pernas. E que nesse choro recluso, ainda haja tempo pra resgatar as boas memórias de uma felicidade in vitro, conservá-las como ensinamentos, como um sonho bom...Veja Também:
Catarse - Texto Explicativo
24 janeiro 2008
Diário de Bordo - 4° Semana - Nemesis
É nessas horas que nós tentamos, de toda forma, explodir em dor, em choro, em desespero. E por mais que seja essa a minha vontade, hoje, e agora, eu simplesmente não consigo. Perdi a mulher mais incrível que eu conheci em 23 anos de existência pura, nua e crua, ora pelo excesso de zelo, ora pelo excesso de omissão. Sim, omissão...
Queria ela que eu fosse mais impulsivo, que eu cobrasse dela algo que, a princípio, deveria ser dado de pura e livre vontade, de modo espontâneo: atenção, empenho, paixão. Acredito eu, embora possivelmente esteja enganado, que nada obtido como fruto da cobrança é natural, desde um simples sorriso até a mais incrível das demonstrações de afeto. E ainda que isso seja mentira, a dor de quem já foi cobrado (e assim tem sido a minha vida) é ter que cobrar: esssa dor, hoje, é insuportável.
Essas últimas 4 semanas soaram pra mim como um ciclo menstrual. Da primeira, o alívio de não ter mais a angústia de não tê-la por perto. Da segunda, a alegria de tê-la como ela é, vivaz, e de me sentir o mais afortunado dos homens, por assim dizer. Da terceira, a TPM, a tensão que previa a morte de todos os sonhos bons que eu havia cultivado. E ontem, a morte em si, e com ela o sangue.
Esse, com exceção de todos os outros ciclos, não há de se renovar. Acredito que eu tenha plantado a semente, e a regado da melhor maneira possível. Que tenha valido de algo tudo que me propus a sentir, que a doação não tenha sido em vão... Pois se assim o for, eu haverei de me culpar por um bom tempo...
15 janeiro 2008
Diário de Bordo - 3ª Semana
Excesso de zelo pode ser algo prejudicial. Sim, isso até parece óbvio, mas nem tanto para os perfeccionistas, e para aqueles que se dizem fechados, seja por natureza, seja por opção. Para os primeiros, a sensação de perfeição funciona como uma espécie de premiação, dada a motivação e o empenho em fazer com que tudo corra bem. E aí, como nada que é subjetivo pode ser perfeito, estão fadados ou a frustrarem-se, ou ao objeto de desejo, ou a ambos. Para os últimos, um medo inconsciente, de que tal objeto de desejo se afaste, faz com que se esmeirem em cuidados, em demonstrações de carinho e afeto. E com o medo, vem o exagero.
Com o excesso de zelo, vem a omissão. Sim, pois na ânsia em tornar tudo perfeito, ou no empenho em isolar o isolamento, perfeccionistas e fechados em si mesmos vêem na felicidade alheia a sua própria. Tendem a ser compreensivos em excesso. Omitem pequenos incômodos até que não sejam mais suportáveis, e assim deveria ser, salvo o fato de que com a compreensão vem a cumplicidade, e com a cumplicidade, a sinceridade. Falar do que lhes incomodam não significa, necessariamente, uma cobrança em demasia, o medo de ambos. Nos perfeccionisas, tal cobrança é feita mais sobre si próprios. Nos fechados em si mesmos, a cobrança é explicada pelo medo contínuo da ausência daquilo que tende a ser o seu ponto de apoio...
Empenho em fazer real um conto de fadas não é errado, mas também certo não é fazê-lo ao custo do próprio bem estar. Como dizem os bons e velhos ditados, bases da reconhecida e valorizada sabedoria popular, "dois pesos, duas medidas". Felicidade, aquela criança levada de outrora, é filha de pai e de mãe, e isso é uma coisa a se pensar...
10 janeiro 2008
Diário de Bordo - 2ª Semana
Não, isso não é mais um episódio de Star Wars. Muita coisa se passou desde o dia do UNIFEST até agora, entre elas, o fato de eu estar namorando... Nesse meio tempo eu andei pensando em muita coisa: em como eu deixei a ansiedade tomar conta, em como isso quase me custou caro, em como doeu ficar na minha por um bom tempo, até as coisas esfriarem, e esquentarem de novo...
E agora, é como se eu estivesse parado na frente do espelho, e o meu reflexo me dissesse "quem é você?" Obviamente, eu ainda sou o Leandro Soriano que eu conheço. Mas muita coisa mudou em mim de um ano pra trás, especialmente nos últimos seis meses. Criei algumas coragens, mas também alguns medos. Experimentei coisas que não são da minha personalidade, e outras que eu realmente tinha vontade de fazer, pra entender o porque de serem como são. Isso me fez acrescer mais algumas páginas à minha visão de mundo, e eu espero que ela esteja madura o bastante pra enfrentar o que vem pela frente...
Hoje, eu tenho em minha vida uma pessoa com um sorriso de diamante. Uma negra linda, espontânea, com uma energia contagiante, que consegue alegrar a todos ao seu redor quase que num passe de mágica. Não é tanto por mim que eu tento agir do modo mais correto possível, é mais pelo voto de confiança que me foi dado, pela oportunidade, pela tentativa... Ainda é cedo pra lê-la em seus olhos e medir o quanto de envolvimento nós temos um com o outro, e talvez seja isso que me faça pisar em ovos todos os dias. Mas, no que depender de mim, tudo dará certo, e será tão intenso quanto eu puder...
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