15 agosto 2008

Inseguridad

"Yo no puedo dejar a la inseguridad vencer a la pasion! Es un rio de amor sin fin que desama dentro de mi. Desejo insasiable, pasion incontrolable..." Inseguridad - Alexandre Pires
Insegurança. Na grande maioria das vezes, a paixão está atrelada a ela. Quando estamos apaixonados, vêmos no objeto da paixão um ser perfeito que atende a todas as nossas necessidades momentâneas, uma esperança de um futuro bom que nos entorpece por algum tempo. E nesse meio tempo, defeitos aparecem, peculiaridades da personalidade de cada um se afloram, até que o ser perfeito de outrora é apenas um ser... O medo de que esse "ser perfeito" se desfaça é o que na maioria das vezes desencadeia uma série de cobranças, o ciúme, e todas as demais coisas que, invariavelmente, deterioram qualquer tentativa de relacionamento amoroso. Talvez tão ruim ou pior é o medo de errar, porque tolhe qualquer tentativa de espontaneidade, e acaba por aprisionar as emoções dentro de nós mesmos. Tanto medo de perder e/ou errar se traduz em medo de ser feliz, pelo medo de que tal felicidade se perca, da dor que essa perda eventualmente traria, da frustração e decepção eventualmente atreladas a tal perda. "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure", ja dizia Vinicius de Moraes, em seu Soneto da Felicidade. Deixar-se ser feliz nos ajuda a reconhecer o que de bom o(a) nosso(a) companheiro(a) faz por nós, ao invés de nos concentrarmos em erros, defeitos e incompatibilidades, que com certeza agridem a auto-estima de qualquer um. O importante é viver intensamente qualquer felicidade responsável que nos apareça pela frente, independente do quão breve ou de quanto sofrimento ela venha acompanhada. Veja Também: Roteiro para ser feliz no amor - Flávio Gikovate

30 julho 2008

E mais uma primavera...

Mais um ano de vida. Mais um ciclo recomeça... Talvez seja nessas horas que a gente deva pensar se o que andamos fazendo de nossas vidas faz realmente sentido pra nós... Fazer o bom e velho balanço de nossas ações, para com o próximo e para nós mesmos. Ao menos pra mim, o saldo está sendo positivo... Formado no final do ano passado, e saindo de um namoro de um jeito meio traumático no início deste ano. Encontrado uma amiga colorida para me ajudar no processo de desintoxicação (embora os resultados não tenham sido tão bons para ela), e, enfim, encontrado uma nova oportunidade para tentar ser feliz, enquanto for possível. Ter dado a sorte de encontrar um emprego razoável para um recém formado também entra no saldo positivo, afinal de contas, ninguém "farreia" sem grana e álcool na veia, não é mesmo? Eu acho que também é nessas horas que nós fazemos planos para o futuro... Um emprego melhor, viagens, algum sonho de consumo empurrado goela abaixo pela nossa sociedade capitalista de sempre., um motivo (qualquer que seja ele) para continuar andando, de cabeça erguida, no caminho que nós escolhemos seguir. E lá vamos nós =D

16 julho 2008

Cuidando do jardim...


"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!"

É, o bom e velho Mário Quintana tem toda a razão. Resume em palavras simplórias o que dizem alguns vescículos da própria Bíblia, as centenas de páginas do best seller O Segredo, e anos e anos de sabedoria popular. Nada mais do que o bom e velho "Ame ao próximo como a si próprio".

Tomar consciência disso torna tudo mais fácil, tudo mais breve, e mais intenso... Dá-nos tempo para aproveitar as coisas mais simples, para refletir sobre nossos quereres, e para desejá-los com toda a nossa força... Conseguir essa proeza é um exercício de paciência e auto-compreensão, que leva tempo... E a recompensa? Bem, só experimentando pra ver...

03 junho 2008

Instinto x Lei da Atração

Às vezes o instinto fala mais que a razão, isso todos nós sabemos. Em alguns momentos isso pode parecer falta de sexo, carência, ou qualquer outra coisa. O fato é que, na grande maioria dos casos, ações puramente instintivas acabam por trazer algo insuficiente àqueles em busca de algo mais significativo. Pessoas que procuram alguém pra chamar de "meu amor", pessoas que desejam experimentar um sentimento mais profundo, pessoas que necessitam viver um relacionamento mais duradouro, todas essas pessoas são acometidas de um vazio dificil de ser preenchido a curto prazo (o que, a principio, é a principal causa da frustração que sentem). Procurar "tapa-buracos" para driblar a falta do "algo mais", por incrível que pareça, pode ajudar no processo de auto-entendimento pessoal, mas a um preço relativamente caro. "Como?", perguntariam os mais afoitos. Com alguma reflexão sobre esse assunto, é um tanto fácil descobrir o porquê. Imagine que alguém carente de atenção saia ao acaso para se distrair, e encontre, com alguma frequência, sexo relativamente fácil (não falo do sexo pago). Passado algum tempo, essa pessoa acaba percebendo que não está ali a sensação de satisfação que tanto busca, apesar de reconhecer os prazeres que aquilo lhe proporciona. E onde está o preço caro disso? À primeira vista, parece nada mais do que boemia. Mas e o que dizer se alguma mulher interiorizar a idéia má concebida de que absolutamente todos os homens buscam apenas diversão em uma mulher? Ou se algum homem, da mesma forma, interiorizar a idéia de que todas as mulheres desejam apenas extorquir bens materiais (dinheiro e afins) de um homem? Isso não é dificil de acontecer, vide a maneira como meninos e meninas são criados nos dias de hoje, vide o que nos é apresentado em alguns programas de televisão, ou ainda os maus exemplos que sempre existem por ai. O "recomendável" seria procurar alguma forma de se reconhecer enquanto pessoa. A companhia dos amigos num barzinho, cinema ou algum outro programa qualquer, caminhadas, livros... Qualquer coisa que lhe permita refletir sobre os seus reais objetivos e anseios, sobre o quão difíceis eles são, sobre o custo/benefício, e sobre a certeza de que vale a pena esperar (o quanto for necessário) para que se esteja pronto. "Por isso eu vos digo que tudo o que pedires em oração, crede que recebestes, pois assim será convosco", já dizia o "Grande Livro".

23 maio 2008

O quão bem preparado você está?

Essa foi a pergunta que eu tenho me feito nos últimos dois meses. Depois de ter experimentado a catarse por um bom tempo, cairam sobre mim as responsabilidades pelas quais eu já estava esperando (e temendo) faz um bom tempo. E por mais que eu estivesse prevendo que seria difícil, bem, foi mais dificil do que eu pensava... Pressão, cobranças, dúvidas, receios... Acreditem, faculdade não é nada comparado a isso. Não é apenas mais um clichê barato de comunista frustrado aquela velha frase que diz que o mercado de trabalho é cruel. Além de ter um bom currículo profissional, de ser versátil, de ter eficiência e eficácia (duas coisas que não deveriam andar separadas), todo bom profissional deve (ou deveria) ter um QE (mais conhecido como inteligência emocional) elevadíssimo... Imagine ter que lhe dar com prazos, decisões de última hora, montantes e montantes de trabalho, além da falta de experiência (estamos falando de um recém-formado), sem falar no clima tenso que é gerado no ambiente de trabalho, em função de todas essas coisas. É de se considerar normal que qualquer um se desespere numa situação como essas, não é? Mas essa é a questão: desespero coloca todos os seus problemas no triturador de papéis? Pense que só serão atribuídas a você as culpas que realmente lhe forem cabíveis, por mais que seus superiores ou colegas de trabalho tentem lhe puxar o tapete. Seja capaz de apresentar os fatos como eles realmente são, sem distorcer coisa alguma, porque no final das contas, vc vai ter a certeza de que jogou limpo. Na pior das hipóteses, você vai sair dessa experiência bem mais maduro profissionalmente do que quando entrou, e isso já é um ganho enorme... Veja Também: Wikipedia - Inteligencia Emocional UOL - Como usar as emoções a nosso favor

21 maio 2008

Mulheres são apenas... Mulheres.

"Mulheres, por mais belas (ou não tão belas) que sejam, são apenas... mulheres. Nunca as trate de alguma forma que as façam pensar ou se sentir superiores à você. Elas são apenas mulheres. No momento em que você tratá-las como seres humanos, sem demonstrar tanto desejo na hora errada, você melhora. Você deve deixar espaço pra elas lhe admirarem, pra elas lhe verem..." Eu tenho que dar o mérito dessa frase ao meu amigo Ricardo Nascimento, e pela maneira como essa frase lhe foi concebida (um sonho). E mais, por quão verídica ela é. Eu diria que essa frase é a solução de toda a frustração dos ditos "bons homens", aqueles que são tudo aquilo que as mulheres intimamente desejam, e que no fundo são "traídos" pelo ego feminino (que todos nós já sabemos - é uma verdade mais que absoluta). Claro que toda mulher deseja se sentir cobiçada, mas o que lhe faz se sentir atraída por alguém é justamente o contrário: o mistério. Mulher é toda subjetividade. Mesmo as mais atiradas, mesmo as mais sedutoras, até estas são pura subjetividade. Mulher detesta o óbvio. E é exatamente a objetividade que sustenta o homem. Paradoxal, não? Nem tanto. Existem homens que conseguem compreender as mulheres tão bem quanto nós (meros mortais do sexo masculino) entendemos uma propaganda de cerveja, tamanha a sua facilidade. Esses heróis são do nipe de Chico Buarque de Holanda. Não é a toa que todas as mulheres que eu conheço adoram esse homem. Letras rebuscadas, de uma complexidade tão insana quanto as loucuras do Univverso numa casca de nós (santa nerdice)... É em caras como esse que nós, homens, deveríamos nos mirar. Objetividade nos desejos, mas subjetividade nas ações. Mistério... Tempo, paciência... Ser, de fato, como um felino.

20 maio 2008

De cara nova

Já faz um bom tempo que eu não escrevo nada no blog. Aí eu resolvi parar e dar uma arrumada na casa, mudar templates, formatar uma coisa aqui e ali, adicionar outras coisas aqui e ali também... Quem sabe mudando os móveis de lugar, como a minha mãe costuma fazer quando enjoa da casa, eu não consiga ânimo pra voltar a escrever como antes? Afinal de contas, já entrei no terceiro ano do blog. Tá na hora de novidade :P

06 maio 2008

Validações do tipo "existe algum" no hibernate.

Mais um perrengue daqueles que enchem o saco. Passei algumas horas (na verdade, 4 horas) pra achar uma maneira boa e simples de se fazer esse tipo de validação. Eu precisava checar se determinado servidor público estava alocado em alguma escala de trabalho para fins de regra de negócio. O grafo de entidades para uma escala de trabalho era relativamente complexo, e um criteria via hibernate era relativamente trabalhoso e complexo de se fazer. Além disso, valeria a pena fazer um criteria, apenas para algo desse tipo?
if (! listaEscalaTrabalho.isEmpty()) {
  throw new ApplicationException("messageKey");
}
O experiente Marco Antônio, colega de trabalho, tinha me sugerido fazer uma query direta no banco de dados. Não retornaria objeto algum, apenas a quantidade de escalas em que tal servidor estivesse alocado. Pode parecer um jeito arcaico, mas não, isso é GENIAL. Pense no seguinte: traz apenas um inteiro, não enche o cache do Hibernate com objetos sem necessidade, e além do mais, é rápida.
public boolean verificarServidorAlocado(
     ServidorPublico servidorPublico) {
  StringBuffer buf = new StringBuffer();
  buf.append("select count(*)...");
  ...

  Integer result = (Integer) HibernateUtil.
     getSession().createSQLQuery(buf.toString()).
     uniqueResult();

  return (result > 0);
}
Claro que a melhor maneira para resolver este tipo de problema seria usar um HQL, mas como eu não sei usar isso ainda, nada como montar a query na mão, não é verdade? Veja também: HQL - The Hibernate Query Language

02 maio 2008

hashCode() e equals() no Hibernate

Se você está manipulando elementos numa coleção persistente (PersistentSet) do hibernate, por via das dúvidas, sobrescreva os métodos equals() e hashCode(). Por quê? Veja isso: A implementação automática dos métodos equals() e hashCode() do Eclipse é falha, não realiza encapsulamento, e no caso do Timestamp e do Date, realiza justamente a comparação falha que é descrita no artigo acima. Então, o melhor a fazer seria usar o compareTo() dentro do equals(), e no caso do hashCode(), fazer algo parecido com isso:
public int hashCode() {
 final int prime = 31;
 int result = 1;

 if (getDataHoraFim() != null) {
     Calendar calendar = Calendar.getInstance();
     calendar.setTime(getDataHoraFim());

     result = prime * result
             + calendar.get(Calendar.YEAR);
     result = prime * result
             + calendar.get(Calendar.MONTH);
     result = prime * result
             + calendar.get(Calendar.DATE);
     result = prime * result
             + calendar.get(Calendar.HOUR_OF_DAY);
     result = prime * result
             + calendar.get(Calendar.MINUTE);
 }

 ...
}
note que esta implementação é totalmente diferente da implementação de hashCode() do java, que é algo parecido com:
((int) getDataFim().getTime()) ^
((int) (getDataFim().getTime() >>> 32))

03 março 2008

Enfim, Bacharel.

Eu, de pé, ali, pertinho da mesa. E Helder, me convocando da maneira mais pura possível. E naqueles 10 ou 11 segundos eu lembrei de quatro anos e meio de luta. Das várias marmitas reviradas que eu comi, esquentadas num marmitex elétrico num fundo qualquer de sala, das 3 ou 4 calças usadas nesse tempo todo, dos 3 ou 4 sapatos, das blusas finas de tão usadas... Do incentivo dos meus pais, dos meus tios, dos meus amigos... De algumas brigas ferrenhas com professores, e de cada pequena vitória... E foi assim que, tremendo, eu caminhei até a mesa. Foi tremendo que eu enfiei o dedo no anel, e recebi o título de Bacharel em Ciência da Computação da nossa querida Frieda. Foi tremendo que eu vi meus pais, orgulhosos, felizes, num grito de alforria, vibrando tudo o que podiam. Foi tremendo que eu recebi o canudo das mãos da minha mãe, e foi ali que ambos desabaram. Eu, ali, diante de professores que eu tanto admiro, de amigos que venceram junto comigo essa jornada, eu desabei. Desabamos ambos, eu e minha mãe, num choro copioso, contido por anos. Choramos de raiva por aqueles que duvidaram, choramos em agradecimento por aqueles que acreditaram, choramos como num grito de alforria... Foi chorando que eu abracei à aquela a quem eu tenho como exemplo de ideais, como fonte de força... Foi chorando que eu entreguei o capelo ao meu pai, e foi chorando que ele me foi colocado à cabeça. Foi chorando mais ainda que eu o abracei, esse a quem eu tenho como espelho de conduta... Foi chorando, assim como nós, que amigos próximos, ali embaixo, choraram junto com a gente. Alguns que me viram crescer, alguns que cresceram junto comigo, alguns professores de ensino fundamental, pessoas a quem eu trago junto do meu coração. Choramos todos juntos, numa comunhão vitoriosa... E como se não bastasse, foi essa música que embalou todo esse choro copioso. Talvez, naquela hora, muitos não soubessem o porquê de eu tê-la escolhido. Assim que eu a ouvi, eu senti que ela mexeria comigo, traria à tona toda a emoção que o meu jeito de ser insiste em conter. Obrigado, meu Deus... Eu consegui!