15 janeiro 2007

Revivendo um sonho...

É impressionante como um dejà vu pode ser maravilhoso... Tão maravilhoso que pode nos trazer a leveza dos passos novamente, as esperanças, o estímulo, motivação... Uma verdadeira limpeza nas aflições. E se isso não é o bastante, o que seria? Um telefonema, algumas palavras trocadas. Estava marcado um passeio comum, como tantos outros, em boa companhia. Um ônibus, alguns minutos rodando pela cidade, e uma conversa amena, sem pretensões, sem intenções, apenas para passar o tempo de uma forma agradável. O silêncio às vezes também agrada, dá-nos a oportunidade de pensar em nossas próprias coisas... Boas lembranças resgatadas de cinco ou seis anos atrás, coisas de adolescente. Pessoas relembradas, pessoas esquecidas, saudade de uns, de outros não... E enfim, a hora de desembarcar... Talvez de propósito ou por acidente, acabei descendo do ônibus (junto com a boa companhia) alguns pontos (paradas) antes do ideal. Menos mal, dá-nos a oportunidade de caminhar, conversar um pouco mais... Uma esquina, um cruzamento, um bar ao fundo com música ao vivo, um belo trio por sinal. Esperando eu não sei o que, acabei me vendo puxado pela mão para atravessar a rua. Sim, pela mão, com os dedos entrelaçados, como há muito alguém não me fazia... Uma caminhada vagarosa, num abraço pela cintura. Um jeito carinhoso de se abraçar, próprio daquela boa companhia. Uma água de coco, e a vista do por do sol soteropolitano às 17:40 me trazia boas lembranças. Um dejà vu? Talvez... A caminhada acaba ao lado de uma igrejinha, no Rio Vermelho. Uma mureta, algumas pedras quatro ou cinco metros abaixo, o mar, e o por do sol com um céu alaranjado, tenro... Um abraço, um olhar distante... Os olhares se cruzam e eu me arrependeria se eu perdesse a oportunidade para um beijo... O segundo beijo, depois de cinco anos... Sim, um dejà vu... Enquanto o sol se punha, eu ia ficando cada vez mais leve, mais relaxado... A maciês dos cabelos ondulados da boa companhia me entretinham, a textura do seu rosto ainda me fazia lembrar das trapalhadas de outrora, que decididamente não se repetiriam naquele dia... Um acarajé, um refrigerante, e mais um pouco de caminhada. Ao invés de caminhar pra refletir sobre problemas, eu caminhava simplesmente por caminhar, por sugestão dela. O trajeto Rio Vermelho - Cristo (Barra) nunca foi tão agradável... Lá de cima, o Farol da Barra nunca me foi tão majestoso. As luzes da praia refletiam graciosamente sobre as pedras daquela encosta, sobre as ondas que quebravam jeitosas sobre a areia. Aquela brisa suave e fresca pedia outro abraço, sem demora... Poucas palavras, apenas para quebrar o silêncio de vez em quando, para emendar um ou outro beijo, para conhecer um pouco daquela pessoa tão querida... As horas nunca passaram tão rápido, 20:15, hora de ir... Parados num ponto de ônibus, recostados numa das pilastras. "Por que acaba tão rápido?", eu me perguntava. E ela bem ali, com a cabeça recostada no meu ombro, com uma das mãos nele, outra sobre meu peito... Ora de olhos fechados, pensando sabe-se lá o que, ora um beijo carinhoso... O ônibus chega, um abraço de despedida. "Vai com Deus", eu digo. "Fica com ele", ela responde. "Fica comigo", eu pensava comigo mesmo, enquanto ela entrava no ônibus e este ia embora...
E eu, olhando o ônibus enquanto este sumia, pensava: "Obrigado Ludy, meu anjo..."
Comentários
2 Comentários

2 comments:

A disse...

Que belle promenade :-D

Soriano disse...

Querendo ligar, mas sem poder, o mínimo que eu podia fazer era mandar um e-mail, mas preferi um cartão virtual. (www.emotioncard.com.br). Dizia:

"Definitivamente, você é uma ótima companhia. Obrigado pelo Domingo."

No dia seguinte, recebo um outro cartão virtual, em resposta ao que eu tinha enviado. Dizia:

"Ooooi ! Também quero te agradecer pelo domingo , que foi assim... Tão diferente ! Beijinho no coração !!!"

Boas conclusões...

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