27 dezembro 2007

A new passion? CERTAINTY!

E lá estava eu, sentado na varanda, olhando para a goiabeira, decidido a só sair de lá quando o avistasse. E assim foi, por quase uma hora. Até que o passarinho veio, cansado, cabisbaixo, meio chateado... Pousou no muro, ao meu lado, e nada disse. Não ciscou as pedrinhas soltas, não ficou olhando pros lados, apenas pousou e ficou olhando o nada, como da outra vez. Gatos passavam pelo passarinho verde, e nada... Não li em seus olhos vontade qualquer de dizer coisa alguma, aliás, quem tinha essa vontade era eu... Até que o passarinho me olha e espera. E eu, meio que numa mistura de português com “passarinhês”, entre outras palavras e assobios, peço: “fica?” E a reação foi um misto de riso e espanto, talvez por ter sido pego de surpresa. E ficou ali pensando, ponderando, meio que preocupado, mais comigo do que consigo mesmo. Já era hora de arriscar, e se os fiapos dos meus lençóis não eram suficientes pra lhe fazer um ninho seguro e confortável, que me leve o lençol inteiro, os travesseiros, colchão... Depois de uma conversa séria, e um pouco de manha, o passarinho então decide ficar. Ele me faz subir na goiabeira, e “entrar” no ninho. Era quente, aconchegante, confortável... E novamente eu poderia vê-lo dormir em fiapos dos meus lençóis brancos, poderia admirar o seu canto, e admira-lo em meu canto... Dar “bom dia” ao amanhecer, dar “boa noite” ao anoitecer... Tê-lo novamente em minhas mãos foi mais que um presente, foi uma dádiva... Ficou quietinho por um tempo, envolto no calor de minhas mãos, pensando em coisa qualquer... E não, não era um sonho. Ele realmente estava bem ali, em minhas mãos, quietinho, feito bebê em sono de anjo...

26 dezembro 2007

Projeto Final de Curso - Parte II

Nervosismo à flor da pele. Eu andava de um lado a outro do corredor do IM (Instituto de Matemática) mais do que nervoso; inspirava fundo, e expira vapor, suor, e tensão. Comecei a minha apresentação naquela segunda feira (10/12/2007) fatídica, querendo que aquilo acabasse o mais rápido possível. Acabei passando 5 minutos do tempo previsto. Tentei explicar alguns slides antes de mostrá-los, o que talvez possa ter tirado um pouco da objetividade da apresentação. Era estranho ver dois doutores e um mestre olhando pra mim, fazendo cara de quem não estava entendendo o que eu falava. Claro que eles tinham muito mais embasamento teórico do que eu, afinal de contas, eu era aluno, e estava sendo avaliado... Ao final da apresentação, cada um deles tinha vinte minutos para comentários e dúvidas, mas duvido que qualquer um dos três tivesse gasto mais que cinco. Saí da sala para que eles pudessem decidir que nota me dar, e talvez essa fosse a espera mais agonizante da minha vida... Enfim, meu orientador me chama. Pelos comentários anteriores, eu sabia que não tinha ido tão mal assim, eu me daria um 8.0... Mas a tirar pelo sorriso ao abrir a porta, eu tinha conseguido mais... Um belo e risonho 9.5. Merecido, pela mudança de enfoque no meio do semestre, pela monografia escrita em quase 30 dias, por ter apresentado uma semana antes de todo mundo (meu orientador viajaria no dia seguinte). Alívio, e sensação de esforço recompensado... Ainda não consegui comemorar, mas com certeza eu estou de alma lavada...

16 dezembro 2007

Passarinho Verde

Uma vez um passarinho verde pousou na varanda de minha casa. Ficou ali, parado, como se quisesse dizer algo e coragem lhe faltasse. Olhava-me com um jeito tenro, mas com um pesar nos olhos, que parecia mal se mexerem. E eu ali, embasbacado com o quão humano era o comportamento daquele passarinho... Saí da minha sala, fui me aproximando devagar, como quem não quisesse afugentá-lo, até que estava lado a lado com ele, admirando a paisagem, como dois bons amigos de longa data. Lá eu estava, esperando ouvir um belo canto matinal, e ele, como quem tivesse vergonha de falar alguma coisa...

Este mesmo passarinho, que há meses atrás havia feito um ninho na goiabeira do quintal, posto três ovos, que ali mesmo foram chocados. Vi aqueles passarinhos crescerem, tão de perto... E de novo, era estranho como a relação entre mim e aquele passarinho era tão intensa... Passava horas a fio admirando o canto e a vivacidade daquela coisinha tão pequena, e o modo como lhe dava com suas dificuldades, e isso me dava forças pra levar a vida da melhor forma possível, sempre de cabeça erguida.

Todas as noites eu deixava a janela aberta, e volta e meia esse mesmo passarinho entrava, pousava em minha cama e ficava ali um tempo, velando o meu sono. Fazia-me sempre uma carícia ao rosto, elevava consigo algum fiapo dos meus lençóis, como a livrar-me de um pedaço ruim de mim mesmo. E assim fazia todos os dias, até que criança malvada jogasse uma pedra, que acertou uma goiaba, e o ninho logo acima dela.

Passarinho tinha ido embora, e não mais eu podia admirar o seu canto, nem admira-lo em meu canto, como já dizia o cantor. Não mais um “bom dia” tão carinhoso eu receberia todas as manhãs. Ninguém mais velaria o meu sono à noite, nem puxaria insistentemente meus lençóis. Saudade... O que é bom sempre deixa saudade... Até que ele voltasse, sem ninho, sem canto, apenas para uma breve visita.

Por do sol, e ali estávamos eu e o passarinho, admirando o verde escasso, as casas amontoadas umas sobre as outras e o modo como cada um vivia a sua vida, recluso em si mesmo, dia após dia. Eu, esperando aquele mesmo canto de antes, e ele, ainda sem coragem pra me falar aquilo a que tinha se proposto. Pela primeira vez, eu tomei o passarinho em minhas mãos, fiz a mesma carícia que me fazia ao rosto, dei-lhe um beijo e lancei-o gentilmente ao ar. Lançou vôo, pra não muito longe. Ficou ainda algum tempo me observando, cantou algo que mal dava pra se ouvir e foi embora. Passei alguns fins de tarde observando aquela varanda, meio que esperando aquela visita tão desejada, mas ele não vinha, e não dava sinais de quem voltaria tão cedo.

Tratei de continuar a viver, talvez não como quando o passarinho me fazia companhia, mas ao menos eu tentava. Devia isso a ele... Todas as manhãs eu levantava, abria a janela, e olhando para onde o ninho estava, eu dizia ao nada: ”bom dia”. Todas as noites, antes de me recolher, eu abria a janela, e, novamente, olhando para onde o ninho estava, eu dizia “boa noite”, mesmo tendo a certeza de que ninguém me ouviria. E assim passaram-se meses, até que notei um outro ninho, naquele mesmo lugar de antes... Talvez ele me permita tomar-lhe em minhas mãos de novo...

07 dezembro 2007

Projeto Final de Curso - Parte I

Seis meses cansativos, é verdade, mas os últimos 2 meses foram intensamente produtivos. Teriam que ser, ou eu não me formaria esse ano. Uma mudança de enfoque no trabalho me deu o gás e a motivação que eu precisava para encarar algumas noites bem longas escrevendo a monografia, que, como previu meu orientador, ficou bem enxuta (menos de 40 páginas de texto escrito) e densa (muitas definições matemáticas - teoria dos grafos e geometria computacional). O meu orientador viajaria 4 dias antes do início das apresentações, e eu teria que entregar a minha monografia 5 dias antes do prazo. Ainda bem que ele me conseguiu alguns dias a mais, porque eu só consegui "terminar" de escrever hoje. Latex ajuda um bocado... Escrever algoritmos, fórmulas matemáticas e outras coisas chatinhas não seria tão fácil e rápido, principalmente gerenciar citações, índices e referências. Correria, correria... Alguma reuniões curtas, uma vez na semana, e o trabalho ia se delineando. Pesquisa acadêmica sempre tem seus encalços, como achar boas referências, discutir questões chave, etc. E é melhor ainda quando os seus resultados são realmente úteis pra alguém, que se mostra satisfeito com o seu trabalho. Ter algo em que se concentrar é um bom remédio pra algumas outras decepções da vida (seja pessoal, profissional ou amorosa). Enfim, depois de árduas 3 semanas, a monografia foi impressa e entregue aos professores da banca. Agora é estudar e me preparar pra apresentá-la, porque tem gente interessada nos resultados desses últimos seis meses de trabalho... Não gaguejar tanto, não ficar tão nervoso, aparentar segurança... Missão quase impossível. Veja Também: Tutoriais sobre Latex Tex-BR - Wiki dos usuários de Latex Tutorial Latex - Um tutorial em PDF bem completo Referências e citações Bibtex Citeseer - Scientific Literature Digital Library ACM - Association for Computing Machinery

07 novembro 2007

Anxiety

Veneno insípido, incolor, inodoro e letal. Uma urgência inconseqüente de poder amar em paz, um oceano inteiro de afeto e desejo que não cabe em carne, osso e coração. É tanta alma pra doar que a carência de todas as existências se encontram numa ramificação, formando um único caminho... E às vezes dá desespero por não avistar alguém, qualquer um que seja, pra caminhar junto conosco... É um medo que dói, um medo sem razão de ser, medo do que talvez nunca poderíamos ser ou ter... Medo até de pensar....

Veneno corrosivo, que faz as coisas perderem o sentido, que faz os momentos felizes de uma existência inteira perderem suas origens, seus motivos... É um medo estranho de que as coisas nunca conheçam um começo realmente feliz, a contento de tudo e de todos, como uma unanimidade subjetiva e exata que nos provê uma completude há muito desejada. Medo do futuro, medo do velho tempo, corcunda e vagaroso, devido ao peso da sabedoria que carrega nas costas. Veneno algoz, que se intensifica a cada arfada, a cada movimento brusco de peixe em mar de ansiedade... Peixe que agoniza, que se debate, que definha por si só. Peixe que talvez sonhe em ser ave, ou apenas peixe... Peixe que almeja apenas mais uma única gota de vida, suplicando tão somente que a esperança lhe venha como o ar, inundando-lhe o sangue, renovando-lhe o sopro da fé...

De olhos fechados, o silencio de uma vida lhe ensurdece. E lá no fundo de si mesmo existe, ainda que ingênua, a crença num dia qualquer, em que possa finalmente descansar em águas plácidas, de onde nunca mais sairá. Uma crença tão humilde quanto a vontade de viver, que ainda lhe impele a extrair de coisa nenhuma um resquício qualquer de esperança...

por Leandro Soriano e Vanessa Machado

05 novembro 2007

A new passion? Maybe...

Três da tarde. Casa, um banho, e pé na rua novamente. E lá se vão mais 3 horas, rapidamente o sol se põe. Chego no shopping e dou o telefonema. Segundos depois, lá vou eu em direção à loja de roupas, onde ela estava. Passos um tanto apressados, é verdade, mas a vontade imensa de vê-la justifica tamanha ansiedade... Assim que eu ponho os pés dentro da loja, eu vejo de longe dois pseudo-homossexuais gritando histéricamente o meu nome. "Êlas" vêm em minha direção, com um rebolado hiláricamente mágico, elogiando o meu aperto de mão, o meu sorriso e os meus pelos no abdôme; tentavam a todo custo me fazer ficar ainda mais sem graça (coisa impossível pra quem já sobreviveu aos sarros dos cursinhos pré-vestibulares e ao CEFET-BA). E imediatamente após as carícias em meu abdome também pseudo-definido, surge ela, completamente linda e envergonhada... Recebeu-me com um beijo rápido e um abraço mais que reconfortante, abraço pelo qual eu havia passado cinco eternos dias esperando... Aquele sorriso emitia um brilho, uma sensação de paz e conforto que há muito tempo eu não sentia... Lá se vão ela uma amiga (com seios fartos, coxas roliças, bumbum redondinho, cintura fina, cabelo longo, voz fina, tudo que um homem gosta numa mulher nascida mulher). Enquanto iam as duas pro provador feminino, os dois amigos dela, agora se despindo do papel de homossexuais, conversam um tanto comigo. E, por incrível que pareça, conseguiram me deixar mais sem graça quando falavam sério do que quando estavam de brincadeira. O mais baixo, de cabelos negros, pele clara, cujo nome agora eu me esqueço, entre outras boas dicas, dá-me o conselho: "cuide bem da minha amiga, tá ouvindo?" Estava um tanto apressado, precisava ir buscar alguém em algum lugar. Fica o outro, um tanto mais velho, de cabelos longos e louros. E, também, entre as diversas outras coisas que dois homens da área de informática falam (20% de tecnologia, 79.999% de mulher e sexo, mais 0.001% de coisas amenas), solta a pergunta: "há quanto tempo vocês estão juntos?" Corei, e demorei pra responder que estávamos saindo há pouco mais de uma semana. Saímos da loja e fomos todos matar tempo. Entre o encontrar de alguns outros amigos na fila dos ingressos, da ida ao caixa eletrônico para sacar dinheiro e as andanças pelas vitrines em busca de algum brinquedo engraçado, eu me deixava levar... Andávamos de mãos dadas pelo shopping, a despeito de qualquer outro ser, homem ou mulher, ou qualquer mistura dos dois. Ela conseguia me fazer sentir conforto e hospitalidade, como se nós realmente tivéssemos uma relação de meses, ou anos até. E aqueles amigos, que pareciam me conhecer já há algum tempo, talvez de tanto ouvirem falar sobre mim, faziam daquela noite de segunda feira algo que eu iria gostar de guardar na memória... Dentro do cinema, poutronas já escolhidas. Saem a minha princesa de ébano e o louro hilário comprar algum lanche, e ficamos eu e a amiga do gênero feminino. Trocamos algumas poucas palavras, e no resto do tempo, eu ficava a devanear sobre o que levara àquelas pessoas, que eu nunca havia visto, a serem tão cordiais comigo. Talvez um pouco mais, talvez no porque aquela mulher, de gentileza e carisma tão à flor da pele quanto a sua negritude, estava sendo tão carinhosa. Era exatamente tudo o que eu desejava nos últimos seis anos... Luzes apagadas, exceto a da própria tela do cinema. Encosto de braço entre nós dois erguido, e um abraço terno nos era permitido. Era como uma home session, numa poutrona de couro macia e aconchegante, mesinha de centro, pipoca, suco de laranga, um home theater e um televisor de plasma de 72''. Trocávamos beijos ora ternos, ora provocantes, enquanto alguns tiros eram trocados nas vielas do filme. Era um abraço tão quente que eu não sentia vontade de respirar (o que a levou a parar, virar-se, e tocar uma das mãos em meu peito - taquicardia)... Era como se apenas quatro poltronas estivessem ocupadas na sala inteira, e em duas delas, um outro filme estivesse sendo encenado.
...
Uma hora e meia depois de me despedir dela, no ponto de ônibus, eu estava em minha cama. Desejando insistentemente que a noite demorasse a passar, para que eu tivesse tempo de rever algumas vezes aquele fim de noite. Ou ainda, para que eu tivesse tempo suficiente para desejar mais um dejà vú como este...
"Thank you for touching my heart..."

31 outubro 2007

IV UNIFEST - Eliminatórias

Manhã de terça feira, e eu aqui, no estágio, com um violão. Algumas poucas (três) pessoas sabiam que eu tocava e cantava alguma coisa, mas ainda assim não sabiam do concurso. Fico eu aqui fazendo coisas do estágio, até a hora de ir pra faculdade. Enquanto isso, eu procurava músicas de Flávio Venturini pra levar pra uma (até então) conhecida, lá na faculdade. Algumas horas depois, e lá estou eu, assistindo aula de tópicos em inteligência artificial. O assunto do dia era alguma forma de se misturar genética com cérebros artificiais (prara os mais leigos). Estava ficando até interessante a discussão sobre o assunto, mas duas coisas não me saiam da cabeça: o festival e essa tal conhecida. Saio eu da aula, e vou cumprir a minha promessa: levar as músicas para ela. Secretária eficiente que é, estava a atender atenciosa e pacientemente algum outro homem, algo a respeito de quadros brancos, daqueles que se escreve com caneta piloto. Espero ela acabar de atendê-lo pra falar comigo, até que ela se levanta da mesa onde estava. Cumprimenta-me com dois beijos no rosto, coisa que até então nunca havia feito. Tiro eu a pendrive do bolso, pra que ela pegue as músicas que queria. E então, hora de ir embora... Ela me conduz até a saida do departamento onde trabalha. Ficamos ali, do lado de fora, trocando algumas palavras, até que ela me dá um abraço, e me deseja boa sorte, por diversas vezes, bem baixinho no meu ouvido. Abraço aconchegante, clima acolhedor... Algo me estaria reservado pra algumas horas à frente? Depois da "concentração" na casa de Soumn, vamos todos para a praça, onde seria o festival. E bem em cima da hora, lá estava a tal conhecida. Linda... Acompanhada de mais duas amigas. Todo o meu pessoal sobe no palco, e cantamos Regina primeiro, afinal de contas, essa é a música mais bem humorada que tínhamos na lista. Foi muito boa (na opinião do grupo, e de quem veio nos assistir) a interpretação de Beto, apesar de errar a letra e ter bebido um pouco... Enfim, Completude. Nem tão nervoso, nem tão calmo. De lá de baixo, ela me acena... Estranho, mas foi a única pessoa queeu enxerguei de lá de cima... Fecho os olhos, e começo a tocar. Alguns erros, óbvio, mas uma apresentação um tanto limpa, bem mais segura, emocionada talvez. Eu me sentia mais leve, como se ao cantar essa música estivesse fazendo um desabafo (que aliás, é o que metade da letra significa). E depois, é hora de andar na chuva. Jailson interpreta Esperando a chuva passar de forma realmente brilhante. Figurino, atitude no palco, muito bom mesmo. Talvez até um pouco melhor que o nosso ensaio, no estúdio. Fazendo back vocal junto com a namorada (noiva) do baterista, éramos os dois apenas coadjuvantes nesse cenário. Enfim, a nossa apresentação acabou. Eu desco do palco com o meu violão nas costas, e a procuro. Lá estava ela, com as amigas. Dá-me um outro abraço, ainda melhor que o primeiro. Faz-me elogios que ao mesmo tempo que me engrandecem, me fazem sumir num mar de vergonha... Só então ela me apresenta as amigas. Ausento-me por alguns instantes, pois eu realmente necessitava falar com as demais pessoas que vieram me ver e ouvir cantar... Ficamos o show todo abraçados, rindo com as peripércias da amiga baixinha, e com os comentários ácidos da amiga grandinha da não mais só conhecida. Uma música mais bonita que a outra, mais engraçada que a outra, mais estranha que a outra... E ao final do show, o ápice. Um beijo mais que tórrido, daquele que faz os amantes se debaterem nas pessoas ao seu redor, esquecendo que o mundo existe... Mais e mais beijos desses nos foram trocados, ali mesmo na frente do palco, e numa bancada de pedra ao longo da lateral direita do palco. Uma noite e tanto, depois de várias outras desejando algo bem menor que isso...
"E que noites como essas possam se repetir, ao menos nos sonhos de um de nós"

13 outubro 2007

Minha música no UNIFEST

Estava eu, voltando pela Orla Marítima de Salvador, pensando numa mulher. A minha primeira mulher... Meio sofrida a minha história, gostava dela antes de tê-la pela primeira vez, mas enfim. Lá ia eu, sentado na janela do ônibus, sentindo a brisa do mar no rosto quando algumas palavras e um pedaço de melodia me sobem à cabeça... Fiquei com aquela idéia na cabeça, achando tudo muito simples demais, até que um dia eu resolvo terminar o que eu tinha começado. Termino de escrever a letra, de fazer a melodia, e ainda achando tudo muito simples (não sou compositor), mostrei o resultado a alguns amigos. Eles me disseram coisas como "tá linda", "tá massa", "brilhante!" (Valeu Gaby, Néria, Vanessa...). Dei até uma cópia num cd de audio para a musa da música, mas aposto que ela não deu muita bola. Seguindo algumas sugestões, eu me inscrevi num concurso de música universitária da minha cidade, o UNIFEST. E ontem ocorreu a triagem. O resultado saiu HOJE. E a MINHA música tá entre as 30 selecionadas pela UFBA. As eliminatórias pela minha universidade ocorrem entre os dias 23 e 30 de outubro, na Praça Quincas Bello D'água, Pelourinho. É, Pelourinho. Nas minhas andadas por lá, eu sempre via ótimos artistas de rua tocando em barzinhos, e agora é a minha vez de ter meus 4min35seg de fama... Valeu pela convivência, Drica. Pelo visto, além de algumas lágrimas e afagos agradáveis, isso me rendeu uma alegria incomensurável...

09 outubro 2007

Novo Estágio (Software AG)

Cá estou eu, recém chegado. Uma das primeiras vantagens é café com o tanto de leite que vc quiser por, e a qualquer hora! Pra quem fica até tarde no PC, café é um bom combustível. Uma mesa de madeira só pra mim, relativamente ampla (uns 1.5 metros quadrados), um Intel Dual Core com 1 GB de RAM só pra mim... Cadeira confortável e tudo mais... Em relação a instrumento de trabalho eu não tenho (por hora) muito a reclamar, a não ser pela falta de um gravador de CD/DVD, que supro com minha pendrive. Quando ao pessoal... Bem, tem um espanhol que é engraçado pra caramba, ele é o chefe... O resto da galera é bem tranquila, o ambiente é calmo, no máximo uma reuniãozinha stand up no meio do setor mesmo. Ar condicionado não muito agressivo... Até agora, no que eu pedi ajuda, fui atendido com no máximo uns 15 minutos de espera... Como sou novo aqui, melhor esperar um pouco mais pra falar sobre isso... Mas tem uma coisa que eu sinto falta... Coisas como o "bom dia o caralho", ou o "de cú", ou o "você veio nú hoje Soriano?" do 6° andar do Jornal A Tarde tiravam um pouco do cansaço. Acho que essas mudanças todas me deixaram um pouco com preguiça de escrever aqui, mexer mais no outro blog (o musical), trabalho de conclusão de curso, troca de estágio... Acho que isso não seja algo que 12h de sexo e algumas latas de bohemia não resolvam...

27 setembro 2007

2º Fast Music - Preliminares

Lá estava eu, vendo as proesas dos calouros no Dolphin Olympics 2 (vide google), e ainda "orgulhoso" pelo meu "record" (193 milhões e alguma coisa) ainda estar no topo do ranking do DaComp (coisa de nerd), quando meu celular toca. Não fazia a mínima idéia de quem era, a não ser que usava um celular da TIM. Quando eu atendo, uma mulher de voz mansa se identifica, e meu sangue ferve de alegria...

Sim, era da organização do concurso. Eu tinha sido chamado pra terceira eliminatória, esse domingo, 14h, na praça de alimentação do shopping. Falou-me que eu precisava chegar às 13:30 e ir direto pro camarim, que ficaria às proximidades do banheiro (estranho, não?). Sei lá, aquilo me deixou feliz como há muito tempo eu não me sentia... Imaginar que, além dos meus amigos e familiares dizerem que eu toco e canto bem, agora um juri dito profissional achar que eu mereço uma oportunidade pra cantar num concurso de calouros...

É, a coisa tá ficando mais séria. Pra quem tinha se inscrito de bobeira, como quem não queria nada, até que as coisas estão caminhando bem... Tenho que ensaiar, revisar a dicção e o inglês nas músicas que eu escolhi pra cantar...Pensar em alguma coisa não muito automatizada pra fazer antes e/ou depois da apresentação, porque interação com o público conta... Talvez, com as promessas da galera de ir lá me ver, eu fique um pouco menos nervoso, algo menos ainda quando eu tirar os óculos e não enxergar coisa alguma à minha frente, além de um microfone e meu violão.

[]s Soriano

17 setembro 2007

2º Fast Music - Inscrição

Passo eu de bobeira no Shopping Center Lapa (Salvador), depois de ter procurado saber como registrar uma música no Escritório de Direitos Autorais (3º Andar da Biblioteca Central dos Barris), e vejo uma morena linda, dos olhos claros num balcão, bem perto da praça de alimentação. Ela me olha com o sorriso de todas as atendentes: "Já se inscreveu, Senhor?" Eu procuro saber dos trâmites para a inscrição, entrego a papelada toda e um cd com algumas músicas gravadas por mim (já tinha as músicas na pendrive). Pois bem, estou inscrito no 2º Fast Music do Shopping Center Lapa. Espero que eu seja pré-selecionado pra tocar ao vivo no shopping. Afinal de contas, vale R$1000,00 o primeiro lugar, R$500,00 o segundo e R$300,00 o terceio... Qualquer grana é bem vinda pra minha formatura ;) Veja também: Link direto para a página do Shopping

09 setembro 2007

Saudade...

Definitivamente não é bom fazer planos. Ao menos, não para coisas que não dependam única e exclusivamente de nós mesmos. Isso porque é certo que uma sensação de frustração surja assim que as coisas saiam do "controle" que pensávamos ter. Também não é bom fazer planos para coisa alguma que envolva sentimentos. Mesmo que isso dependa somente de nós mesmos. Assim como sentimentos bons aparecem e preenchem o vazio que antes existia em nossos corações, eles vão embora, deixando nada mais, nada menos que Saudade...

Saudade que chega de mansinho, mas que não ocupa espaço algum. Muito pelo contrário, deixa um vazio enorme... E uma vontade tão grande quanto de chamar de volta aquilo que ocupava aquele mesmo espaço, há algumas semanas atrás. A única coisa que a saudade faz questão, é de pendurar os seus quadros nas paredes. Alguns muitos, é verdade... E para cada quadro, uma sensação boa, uma lembrança, um momento feliz que ficou guardado na memória. Saudade, a mulher dos quadros e pinturas...

Fica ela de lá, sentada no meio do galpão enorme, apenas com uma poltrona confortável, uma mesinha de centro, um jogo de chá e seus quadros. Até que de duas uma: ou o dono do galpão decide colocar algo mais rentável no lugar (como um novo amor, ou uma conquista pessoal tão gratificante quanto), ou a própria Saudade se vá, levando seus quadros a quem melhor os aprecie além dela mesma... Estranho, mas é possível sentir saudade da Saudade

03 setembro 2007

Musicomp 2007.2 - Impressões

É, eu ando meio sumido desse blog... To mais movimentando esse outro: Soriano Music Hall. Esa sexta feira foi muito massa pra mim, primeira vez que eu toco pra um público que, em sua totalidade, não é de familiares. Depois dessa maré de coisas mais ou menos que andou passando pela minha vida, cantar e desabafar na voz e no violão foi realmente revigorante. Dancei arrocha (é, arrocha), lambada, rock, reggae... Faz 1 ano que eu não me divertia tanto; musicomp é semestral, mas com o ofício da reitoria proibindo festas nos campi da UFBA, até arranjar um outro lugar baratinho pra fazer a festa, deu trabalho. E imaginem: é duro perceber que a gente tá ficando velho... 22 anos de idade, último (espero) semestre da graduação, cursando Projeto Final II, estudando pra o último trabalho do curso, escrevendo monografia, etc... E um monte de "cuecas pseudo-limpas" com as caras sem um pêlo sequer, jeitinho de nerd (é, já fui assim), que eu nunca vi mais magros antes... Mas enfim. Festa como essa, com um monte de malucos cantando, dançando e zoando com todo mundo, altos montinhos e danças extravagantes, vai ser difícil de achar... Veja também: Soriano Music Hall - Musicomp (Impressões)

31 agosto 2007

Pré-Musicomp 2007.2

Quando Alexandre (Alelê, Alelis, OpenGL Man) me soltou a frase
"Soriano, esse é o seu ultimo Musicomp, você não vai tocar não é?"
Eu pensei que não me sentiria tão aflito quanto agora... Tocar pela primeira vez pra uma galera que não tem nenhum grau de parentesco comigo, alguns que nem sabiam que eu tocava, muito menos cantava... E eu que não acho que canto ou toco tanto a ponto de fazer um show acústico voz e violão, eu e eu... Bem, se eles dizem, aqui vamos nós... Passei esse mês arrumando um repertório que não sei a ordem de cor ainda... Algumas músicas eu não tocava faz muito tempo, outras eu toco quase que diariamente. É uma mistura de MPB (a mais conhecida comercialmente por todo mundo) e Pop Internacional, já que não tá pra fazer um show acustico desse jeito com rock pauleira, essas coisas. Nada de pagode... Seu Jorge, Ana Carolina, Cassia Eller, Nando Reis, João Bosco, Jorge Vercilo, Djavan, Brian McKnight, Vanessa da Mata... Isso tudo deve dar uns 30 a 50 minutos de show... Desejem-me sorte ;) []'s Soriano - Eita nóis! E vamo que vamo (by Vanessa Machado - RJ)

25 agosto 2007

Adeus...

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi tentar ligar pro numero que você me deu, pensando ser o de Conceição... Mas quando eu tentei, só ouvi uma mensagem dizendo que o numero não estava preparado para receber ligações. Eu tava pensando em pedir pra ela ficar contigo, mesmo às 20:30... Vim o caminho todo pensando nos hematomas que você me mostrou, nas marcas que Sidnei tinha feito em você. E pensando em você me pedindo pra falar sobre o que eu e minha mãe conversamos... Como você já sabe, eles não me querem contigo por causa dele. Eu poderia te pedir pra tirar Sidnei da sua vida de uma vez por todas, e provar à minha família que você não tem absolutamente mais nada com ele, mas a gente sabe que isso não adiantaria de nada... Mesmo que a gente tivesse todo esse esforço, por quanto tempo mais a gente continuaria junto? Será que valeria mesmo à pena todo o desgaste? A gente ainda tava se conhecendo, aprendendo a se gostar... Eu realmente queria que as coisas tivessem acontecido de outro modo. Mas mesmo que eu tivesse aberto o jogo e dito que estava contigo desde o começo, daria no mesmo... Eu sei que não agi da melhor forma contigo, desculpa Lu! Eu erro, sabia? Eu gosto pra caramba de você, não duvida disso... Boa sorte pra gente!

10 agosto 2007

Network Simulator com tcl/tk 8.5a6

Eu precisava instalar o Network Simulator (NS) no meu Debian lenny. Entre muitas dificuldades, estavam o fato de não conseguir compilar com a tcl/tk 8.5a6 (versão mais nova até agora) instalada no meu micro. Não ia me desfazer delas, até mesmo porque eu gosto do anti aliasing no meu aMSN 0.97b. Pois bem, vejamos como eu resolvi isso: Primeiro, baixar tudo o que se precisa para o diretório /usr/src:
cd /usr/src
wget ftp://ftp.tcl.tk/pub/tcl/tcl8_5/tcl8.5a6-src.tar.gz
wget ftp://ftp.tcl.tk/pub/tcl/tcl8_5/tk8.5a6-src.tar.gz
wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/otcl-tclcl/otcl-src-1.13.tar.gz
wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/otcl-tclcl/tclcl-src-1.19.tar.gz
Depois disso, o primeiro passo é compilar o tcl 8.5a6 . Aproveitemos pra compilar isso já nos moldes do uso com o amsn, pra deixar todo mundo feliz...
aptitude install make gcc libc6-dev
cd /usr/src
tar zxvf tcl8.5a6-src.tar.gz
cd /usr/src/tcl8.5a6/unix
./configure --prefix=/usr
make
make install
Depois disso, temos que compilar a tk 8.5a6 com os cabeçalhos (.h) da tcl 8.5a6, senão a gente não consegue compilar a otcl.
aptitude install libx11-dev libxft-dev
cd /usr/src
tar zxvf tk8.5a6-src.tar.gz
cd /usr/src/tk8.5a6/unix
./configure --includedir=/usr/src/tcl8.5a6/generic/ --enable-xft
make
make install

Agora, pra terminar a compatibilidade com o meu amsn, eu desinstalei e reinstalei a tcltls. Ela pede a tcl8.3, mas isso não é problema. Já existe pacote debian para a tcltls 1.5, é só instalar via aptitude. Mas caso vc não consiga, instale manualmente:
aptitude install libssl-dev
cd /usr/src
wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/tls/tls1.5.0-src.tar.gz
tar zxvf tls1.5.0-src.tar.gz
cd tls1.5
./configure --with-ssl-dir=/usr
make
make install
Feito isso, a gente agora descompacta e compila a otcl. É importante que ela fique instalada em /usr/lib, e não em /usr/local/lib como por default. O NS verifica a existencia dessa biblioteca em /usr/lib, e não consegui fazê-lo olhar em outro lugar.
cd /usr/src
tar zxvf otcl-src-1.13.tar.gz
cd otcl-1.13
./configure --prefix=/usr
make
make install
Agora, a gente compila a tclCL, nos mesmos moldes
cd /usr/src
tar zxvf tclcl-src-1.19.tar.gz
cd tclcl-1.19
./configure --prefix=/usr
make
make install
E o último passo de compilação: o código fonte do ns-2
cd /usr/src
tar zxvf ns-src-2.31.tar.gz
cd ns-2.31
./configure --prefix=/usr
make
Após a copilação, é preciso se verificar se tudo foi construido corretamente. É só executar esse script, que se encontra na pasta do ns:
./validate
Depois disso, acho que o ns vai estar instalado perfeitamente.

08 agosto 2007

Amarok não toca mp3?

Enfrentei este problema agora a pouco, e achei válido postar aqui. Deu um trabalho enorme para achar algo que resolvesse isso... Fui até o site do Amarok, e o que eu achei foi:

Você precisa instalar  o pacote libxine1-ffmpeg
# sudo apt-get install libxine1-ffmpeg

Isso vale pros que usam Debian, e mais precisamente, Debian lenny/testing

Link Direto: Amarok

07 agosto 2007

Clima pesado

Já faz algum tempo que as coisas não estão como antes por aqui. Meu envolvimento repentino com uma mulher de 38 anos de idade, amiga da família, solteira e totalmente desimpedida não foi do agrado de grande (quase totalidade) parte da família (porque nesse grupo eu, claro, não me incluo). Dificil lhe dar com as coisas desse jeito... Funcionar normalmente com tamanha pressão não é pra qualquer um. Não é pra mim... Alguns dias antes do meu aniversário, eu havia dormido na casa dela. Não avisei aos meus pais que lá dormiria, e reconheço que nesse ponto, e apenas nesse ponto, eles tem toda a razão. Mas o tratamento aqui em casa mudou severamente... Eu pareço falar (quando falo) para o vento, ou para as paredes, isso quando não me viram as costas enquanto falo. Minha mãe, que sempre me chamou pelo apelido (Léo), quando não trocava meu nome com o do meu irmão, agora me chama de um modo seco pelo meu primeiro nome (Leandro). Dificil encarar esse clima de um jeito descontraído... Da parte dela (a tal mulher mais velha), parece que as coisas também não andam muito fáceis. Morando numa casa alugada pelos meus avós, ela está bem perto do resto da família. Ela me confessa que o tratamento que recebia, principalmente por parte da minha avó, mudou drasticamente. Das brincadeiras e bom humor de antes para um estado formalíssimo. E isso também me deixa profundamente entristecido, visto que não afeta só a ela. Quero bem a quem me quer bem. Eu, num repentino surto de coragem, resolvi por tudo isso à prova, e encarar as coisas de peito aberto. Não, eu definitivamente não uso colete a prova de balas, nem das más línguas. Eu espero conseguir suportar isso tudo até o fim, pois caso contrário muita gente sai ferida... Sou leão, sou humano, sou gente, sou sensível...
E cá estou eu, cerrado no escuro...

04 agosto 2007

Fernando Deghi

Linda música instrumental, vale a pena dar uma ouvida nisso

30 julho 2007

Um dia como outro qualquer?

Acordo sentindo frio, tossindo bastante. Tempo nublado, vento frio, e resquícios de chuva. Meu irmão acorda, e de sua boca, nada mais além de um "bom dia" costumeiro. Procuro uma roupa qualquer, tomo um banho morno... E da olhadinha costumeira no celular, vejo uma mensagem previsível, mas bastante prazerosa: alguém, há milhas de distancia, lembrou que dia é hoje (Rê, te adoro)... Querendo companhia agradável, há quase uma semana eu pleiteio um encontro com uma mulher. É, aquela mulher. E em virtude de outros compromissos inadiáveis, eu fico de escanteio, feito gandula... Bem, não se pode ganhar todas... Que a compensação venha no dia seguinte, se tudo sair como a carência espera. Bem, isso é o de menos. Algo me deixaria pra baixo, no final do dia... Chego em casa, e tiro a soneca costumeira de sempre. Acordo, e como não teria nada pra fazer o resto do dia, ponho a jogar Need for Speed Most Wanted (a 3 posições do topo da blacklist, pela 3ª vez) até que recebo um telefonema. Sim, era ela. Tinha me prometido (contra a minha vontade) não me ligar em casa, mas como não me achou no celular (modo silencioso, quando eu dormia), decidiu me ligar. Entre felicitações e outras notícias, disse que meus pais haviam ido na casa dos meus avós ontem... Que minha mãe mal havia falado com ela, permanecendo de costas quase o tempo todo, e que meu pai lhe havia cumprimentado com ar pezaroso... Meus pais chegam em casa, e me felicitam. E todos dois enunciam a mesma frase: "que Deus lhe dê juízo nessa sua cabeça". Em outras épocas, isso passaria batido, mas hoje, é quase um soco... Minha mãe, ainda mais profética... Aniversário de merda esse... Faz anos que ele deixou de ser uma data especial. Tanto é que já o tinha esquecido por duas vezes consecutivas (sim, eu esqueci meu próprio aniversário um dia). Mas fazer o que... Ao menos o mês foi de grande proveito...

26 julho 2007

Vibra Call

Ninguém me chama numa hora dessas... Link direto: youtube

Morte de ACM: O burburinho no além

Mini Google Open Source - Teste 1 de manutenibilidade

Antes, era o céu e a terra. Mentira, era só PDF e JPEG. Querendo testar o quão fácil era estender a capacidade de indexação e busca do sistema, implementei manipuladores de arquivos MS Word, MS Power Point e RTF. Fiz os testes e pra minha surpresa: funciona! Eureca! Ainda preciso estender um pouco mais as capacidades de busca para imagens, JPEG não é o único formato conhecido. Só preciso de uma bilbioteca única para imagens, se possível, ou alguma que compreenda o maior número delas possível...

Two faces of the same coin

Pensei que essa frase tão comum não sairia da minha boca... Sonhava com essa situação por diversas vezes, mas não pensei que isso fosse tão desgastante. Ter alguém que realmente lhe tem carinho, paixão, desejo, mas que não se pode corresponder por incapacidade sua; ter alguém a quem sinta paixão, desejo, carinho, mas que não lhe retribui da maneira que esperava. Noite de sábado, após o aniversário da minha mãe. Ela faria o bolo, confeitaria-o, e também iria à festa no dia seguinte, na nossa casa. Na dela eu estava, passaria a noite por lá. Seria extremamente agradável, indiscutivelmente proveitoso, se tanta gente não tivesse ido "nos visitar" naquela mesma noite. Três dos meus tios resolvem fazer chacota da nossa casa justo na hora em que eu considero mais imprópria: a hora em que se deseja ficar a sós, curtir a presença um do outro, mesmo que ainda vestidos, mesmo que a alguns metros de distancia... Tomaram vinho, comeram do queijo, do peixe e do camarão secos, beberam da cerveja. Deixaram-nos sem graça... Depois de terem saído, tomamos café, e ela terminou de assar os dois bolos. Tomamos banho, e nos deitamos. A noite foi deveras prazerosa, no sentido fiel da palavra. Seria ainda melhor se eu tivesse conseguido dormir... Fiquei me revirando na cama, enquanto ela cochilava e acordava. Não sei se tesão ou preocupação o real motivo da súbita insônia, mas seja lá qual for, tinham um motivo bastante plausível. Acordamos, tomamos café, e uma das minhas tias descem. Ajuda a dona da casa a confeitar o bolo. Senti algo estranho, despedi-me das duas e preferi ir pra casa, onde tirei um cochilo. Uma ou duas horas depois, todos eles chegaram. Gozação atrás de gozação, fizeram chegar aos ouvidos da minha mãe (que de nada sabia) a confirmação de que estávamos nos curtindo. Essa confirmação veio com um peso enorme... Brincadeiras se seguiram pelo resto da manhã, e por toda a tarde. Ela tirou uma sesta na minha cama, para sentir um pouco do meu cheiro (foi o que me disse). Ao sair de lá, minha mãe, com um olhar nada satisfeito, puxou-me para dizer umas breves (e sangrentas, diria) palavras. "Por que eu tenho que saber das coisas sempre por último, ao invés de saber por você? Mais uma vez você me decepcionou". Se eu estivesse namorando de fato aquela mulher, minha mãe seria a primeira a saber. Como eu poderia, se a dúvida é a base da ligação entre meus neurônios? No dia seguinte, eu veria o motivo da dúvida em pessoa. E uma ligação faria o tempo parar, enquanto eu estava a caminho. Uma sensação de pezar começava a me corroer, como anúncio do fim de algo saudosista...
...
Fui à sua casa no dia seguinte. A mágoa era justificável... "Nunca traia a alguém que confia em você, nem que este seja um traidor". Ao ler essa frase, como apelido de um amigo de colégio, na sua conta de mensageiro instantâneo, várias coisas vieram à minha mente, inclusive as palavras para este registro. E que mulher... Mesmo com toda a raiva lhe corroendo o peito, mesmo com tantas lágrimas lavando o rosto, ela ainda é capaz de me oferecer carinho... Pedir-me para visitá-la como amigo algum dia, quando a saudade nos der um "olá"... Compartilhamos das mesmas lágrimas, de beijos manchados de dor, de tristeza... Saí de lá aos prantos, com a imagem de uma moeda girando incessantemente. Quisera eu ser apenas unidimensional... Admirável senhora, muito eu lhe devo...

18 julho 2007

Mini Google Open Source - O Gênesis

Antes de mais nada, para se montar um sistema de buca, é necessário um motor de busca. Escolher um motor de busca open source numa linguagem relativamente comum (algo como Java, PHP, ASP ou C++) seria o primeiro passo nessa empreitada. Tendo Java/JSP como tecnologias emergentes no desenvolvimento de sistemas web nos dias de hoje, escolhi essas ferramentas como base do meu projeto. Uma escolha visando mais o aprendizado daquilo que o mercado atualmente pede de seus profissionais. Também estou tentando usar Struts no projeto, também como objeto de aprendizado. Para a ligação usuário/sistema era necessário escolher um servidor de aplicações que fosse compatível com Java/JSP. Nada mais óbvio que o Tomcat. Desenvolvido e mantido pela Apache Software Foundation, esse servidor web já é bastante difundido entre aqueles que desenvolvem em Java. Existem outras soluções para esse mesmo problema, como o Jetty, mas o Tomcat é a mais conhecida dentre todas elas. Escolhidas a linguagem e o servidor de aplicações, a escolha de um motor de busca se torna mais restrita. Olhando algumas revistas sobre Java na empresa onde eu estagiava, eu encontrei uma solução interessante: o Lucene. O Lucene não é um framework, onde nós apenas extendemos classes para customizar um sistema genérico pré-existente; é uma biblioteca, na qual usamos classes para montar um sistema que supre nossas necessidades. Esta biblioteca não extrai os dados passiveis de busca documentos quaisquer. Essa é uma tarefa que deve ser feita a parte, utilizando outras bibliotecas/frameworks. O Lucene apenas manipula os dados que lhe são fornecidos, previamente extraídos dos documentos a serem utilizados como alvo de busca, realizando uma indexação e provendo busca de modo fácil e modular. A questão principal que motiva a criação desse protótipo de sistema é: como criar um sistema de busca independente de conteúdo, ou ao menos extensível a algo próximo desse patamar? O Lucene tem a sua abstração de documento baseada em campos. Cada campo é preenchido por conteudo texto. Já existe algumas soluções a esse respeito, como o projeto Lius. Também usa Java e Lucene, mas não é (ao meu ver) uma aplicação web. Claro que poderia se utilizar o Lius como parte de uma arquitetura MVC, mas isso iria de encontro ao meu estudo, já que programar faz parte do aprendizado. Mas a idéia é especificar os documentos suportados pelo sistema num arquivo XML, e utilizá-lo no processo de indexação e busca. Inicialmente, meu objetivo era aprender a usar o Lucene direito, e o primeiro protótipo apenas buscava PDFs. Agora, com um pouco mais de maturidade, o sistema já foi preparado para ser genérico, ou ao menos multi-conteúdo. Ainda realiza busca apenas sobre conteúdo PDF e JPEG, mas o objetivo é, ao menos, adicionar um módulo para busca de MP3's e códigos fonte Java.

04 julho 2007

Confuse...

Apenas uma semana depois. Um tanto curiosa a respeito do meu final de semana, mas não seria eu a contar-lhe como ele teria sido. Impressionante, mas sabedoria vale mesmo mais que inteligência, em todas as ocasiões. Que eu tenha os dois, e o quanto antes... Passamos horas conversando. Ou melhor, passei horas ouvindo... Era impressionante como ela sabia fazer as peguntas corretas, na hora certa, com as palavras adequadas. E mesmo quando eu nada respondia, ela sabia no que eu pensava... Parecia ler a minha mente através dos meus olhos. Se de um lado parecia confortavel estar com alguém que me entendia sem esforço algum, de outro vinha o medo maior de não conseguir esconder coisa alguma, caso fosse preciso. E que medo... Após algum tempo, me senti mais à vontade pra falar sobre sonhos que tenho desde criança. E eu via aquele olhar distante... Parecia pressentir que era quase uma despedida... E acompanhado de uma espécie de pezar, como se um "é querer demais" saisse de seus lábios. Uma mulher madura, de seus 39 anos, com sonhos simples, e eu, um homem também relativamente maduro, mas com seus 21 anos de idade, com sonhos nada simples, e objetivos bem traçados. A partir daquele instante, eu começava a entender que seria complicado demais manter um relacionamento duradouro com aquela mulher, dando tudo aquilo que ela me pedia... E como a despedida a que o ar me cheirava, um beijo. Trocamos carinhos singelos, e a cada um deles eu sentia um misto de gelo e fogo, pela tênue sensação de perda e pelo desejo que aflorava. A essas alturas, a minha sanidade parecia ter atado as mãos... Entregue ao aconchego daqueles braços, o gelo havia acabado de derreter, e o fogo, de incendiar-me. As defesas foram ruindo e a resistência débil evaporava, como o suor dos nossos corpos... Amamo-nos, do jeito mais puro que conheci até então. Como o corpo que desaba, a mente se desarma, e a languidez se instala. Medo? Pavor. Não, melhor: pânico. Hoje... Todos os planos podem ir por água a baixo... Um quê de confiança me diz que nada de errado acontecerá, mas ainda assim, pânico. Contudo, nada mem tira da cabeça aquela noite...

02 julho 2007

Certainty!

É, uma certeza. E dois dias depois, de um jeito repentino, mas quase pré-anunciado. Esse presente, que veio de um jeito tão inusitado, tem valor inestimável, quase uma marca a fogo em pele. Se teria continuidade? Dificil prever, pois a certeza deu lugar à dúvida, num jogo tácito de avanços e retrocessos, que instigam a curiosidade e a imaginação de um mero aprendiz... Um dia depois, um toque no celular, e uma conversa via mensageiro instantâneo, ao som de Brian McKnight. Havia entrega naquelas palavras, quase que um momento de fraqueza... Confissões que envolviam desejo, num tom que me soou como prêmio, como recompensa. Parecia até que as dúvidas haviam sanado por completo, mas seria ingenuidade a minha acreditar nisso. Se eu não vislumbrasse o que viria depois, talvez a felicidade de que sou acometido, ainda que momentaneamente, não viesse tão cedo, e tão intensa... Mais um dia, mais uma noite. E ela me aparece ainda mais linda, ainda mais leve, e tão confusa quanto sempre... Confusão de sentimentos da qual eu faço parte, sem garantia alguma. Um olhar perdido na direção da Baía de Todos os Santos, sob o crepúsculo de um domingo e à brisa salgada do mar. Beijos meio tímidos, bem ali, em meio aquela vista deslumbrante. Era impossível deduzir o que se passava naquela mente, quase um barco no mar revolto. A única coisa que eu poderia fazer era tornar a noite o mais agradável possivel, antes que aquele mesmo mar naufragasse. Passos lentos ladeira a baixo, e um olhar desinteressado. Um porto, um bar, cadeiras vazias, e a seleção apática numa tela de 20''. Garçons preguiçosos, tanto quanto o refrigerante e a cerveja que nos serviram. O mesmo olhar, a mesma sensação de vazio, uma quase nostalgia. Suas palavras exprimiam dúvida e sofrimento, mas seu olhar berrava carência, saudade... No aconchego sutil de um meio abraço, apenas uma frase, e lá se iam os dois, ladeira a cima, num ônibus pêgo sem demora.
...
Amor sem palavras. Talvez nem tanto, mas naquela noite eu pude conhecer a expressão do sentimento apenas em gestos, prazer e suor. A entrega não me era miragem, como há um dia atrás. Mas era tímida, a dúvida ainda perdura... E se daquela noite nada mais possa ser garimpado, como diamante bruto em meio à correnteza, que naquele instante em que o tempo parou, a felicidade nos tenha sido intensa e mortal...

Doubt?

Impressionante, mas às vezes conselhos funcionam... Recebi um e-mail segunda feira passada. Uma mulher, puro mistério e sedução, aparentemente disfarçados de apatia. Alguém a quem eu, do jeito errôneo de sempre, havia demonstrado o meu interesse, apreço. De certo, era preciso um toque a menos de sinceridade, de impulsividade. Toque esse que veio com algo que às vezes me parece mais uma arma: o silêncio... Meses atrás, essa mesma mulher havia me dito a frase que mais mexe comigo desde os meus quatorze anos de idade: "você é bonzinho demais pra ser namorado". Um breu frio é o que me vem à mente sempre que eu a ouço... Essa foi a senha de entrada no meu purgatório particular, onde eu tive que conter a minha ansiedade nata, tratar às amigas do mesmo jeito que a tratava, e ainda ser um tanto mais frio com ela. Exatos um mês em meio a correntes, até que a minha voz ecoa ao som de um violão, em meio a uma sala cheia de homens e mulheres, atentos ao trabalho do semestre. Um olhar mais doce, gestos mais suaves... E enfim a lembrança dos lábios que há muito eu não beijava. Algumas horas de companhia e afagos, sob o olhar do mar e da lua, numa noite de quinta feira. Ainda assim, eu continuava no purgatório. Por mais uma semana reneguei à tentação, agora sem tanto sofrimento, pelo fato de não a ter tão próximo. Enfim, o e-mail. Um convite. Algo aparentemente simples, apenas o desfrutar de sua companhia num fim de noite. Seria essa a chave para as correntes? Santo esquecimento o meu... Um ambiente rústico, quase um quintal com piso em basalto, bem arejado e arborizado. Aquele cinema troca a grade de seções todas as sextas feiras, e além disso, a seção desejada era orginalmente uma hora mais tarde... Tenho que agradecer a Oscar Niemeyer, por me ofuscar as luzes. Sala parcialmente cheia, e um documentário que não era exatamente o foco da nossa atenção. Beijos suaves, que foram se incendiando conforme o interesse pelas palavras do velho diminuia. Apenas beijos, é verdade, mas que me garantiram a permissão de colocar dúvida no coração e na mente de uma mulher. Dúvida? Sim... Apenas dúvida. Essa dúvida me daria o maior presente da minha vida até então, apenas dois dias depois...

25 junho 2007

Déjà vú?

Sábado... Família reunida, noite de São João. Talvez apenas mais uma noite em família, talvez mais uma noite onde a minha "ingenuidade", o meu descuido, tenham-se aflorado novamente. Uma noite, e uma mulher. Ela era de todo riso e descontração, cujos olhos traziam paz e aconchego. Tinha quase a mesma idade que a minha mãe, frase que eu voltaria a ouvir dali a pouco... Engraçado como meus olhos não conseguem enganar nem a mim mesmo... Onde eu via discrição, lia-se exagero... E ali todos o liam, exceto eu. Talvez uma fraqueza, pela pouca idade que tenho, mas isso não é algo de que, hoje, eu venha a me arrepender. Olhares ao longe, mais risos, mais dúvidas. Duas cadeiras, antes separadas pelo infinito de 3 metros, agora unidas por um papo desinteressado, sem aparentes segundas intenções. Acho eu que a minha discrição tinha ido embora há 2 horas atrás... Gostos parecidos, idéias tão quanto. Como sempre, meus ouvidos tomaram o lugar da minha boca. Ainda não tinha perdido a capacidade de reconhecer alguém parecido comigo... Dois gestos, e dali a pouco um papel, com um numero de telefone estava no bolso da minha calça. Veio com o mesmo olhar risonho de antes... Uma despedida realmente discreta, mas com um quê de confirmação, de que eu não havia pensado nada errado. Com aquela conversa na cabeça, ainda naquela mesma noite, uma seleção de músicas estava pronta, guardada em algum lugar no meu computador. Seleção esta que foi gravada num CD, e dada àquela mulher três dias depois, num fim de noite, na sua casa. Havia acabado de chegar... Um lugar aconchegante, tanto quanto aqueles olhos. A sua surpresa diante de cada música foi agradável. Serviu-me bebida, uns petiscos, e postou-se a conversar, indagar... Como se quisesse confirmar verbalmente o que lia-se em meus olhos. Meus ouvidos inebriados com o som das músicas, meus olhos perdidos vislumbrando alguma cena em particular, e de repente um beijo furtivo, seguido da frase "Não fala nada, deixe acontecer". Não eram só os olhos, mas os braços e a boca, deveras acolhedores... Pareciam me conduzir ao seu bel prazer, e eu, lembrando do velho ditado, deixei que o fizessem.
...
Voltei pra casa andando pelas ruas escuras, tomando chuva e vento frio. Entrei no ônibus quase pêgo às cegas, já que meus óculos estavam completamente embaçados. Cheguei em casa morrendo de frio, e ansioso pelo que minha mente faria, em sonho, com as 4 horas anteriores...

27 maio 2007

Pensando alto...

Onde estás, que não me dá o ar da tua graça? Onde estás, que tuas palavras não me alcançam os ouvidos? Onde estás, que o teu cheiro não me agracia minhas narinas? Onde estás, que a tua imagem não mais aprecio?
Que há de ti? Que há de mim senão ti? Imaginar, talvez, uma face desconhecida e misteriosa, Que me atiça a curiosidade, Que, talvez, me desperte o desejo...
Saudade? Talvez... Só hei de reconhecer quando voltares...

23 maio 2007

Ah felicidade...

Sentado no banco do ônibus, vendo as luzes boêmias passarem depressa pela janela, penso eu no quão difícil é ser feliz. Tem gente que é feliz e não sabe, tem gente que passa toda a vida em busca da felicidade que até esquece que rosto ela tem... Ah felicidade... Criança levada que volta e meia apronta das suas, que traz riso ao rosto dos mais velhos e inveja a muitos dos coleguinhas de escola. Criança como qualquer outra, que ri, que vrinca, que chora... Criança inocente, sem malícia, criança humilde essa felicidade, que mesmo tendo tudo à sua volta se faz descontente, sem ter com quem compartilhar...

Mas como todas as outras crianças, a felicidade cresce, se torna mulher, e que mulher... Ciente de si, de personalidade forte, madura, inteligente... E ainda coma mesma humildade de quando criança. A felicidade sabe que mesmo sendo extrovertida e descontraída, mesmo sendo bem humorada como ela só, não pode contentar à inveja, à soberba, à ganância... E a estas, sempre cumprimenta com um sorriso longo, verdadeiro, sem segundas intenções. Todas a desejam, poucas a tiveram... E enquanto cresce, a felicidade aprende, ganha experiências, histórias pra contar... Ensina, se diverte...

À meia idade arranca ohares de garotões em pleno calçadão. Ainda tem energia pra sair e dançar, rir, fazer planos... Ainda tem saúde pra amar, tão intensamente quanto nos tempos de juventude, tão experiente quanto seus pais o foram quando tinham o dobro da sua idade. Às vezes eu penso se felicidade morre, de tão vivaz que ela é. Impressiona a mim, e aos filhos, e aos netos... E em todos os seus anos de vida, uma coisa na felicidade nunca mudou: humildade. O corpo de uma senhora alegre, seus cabelos brancos, mas o coração e a mente que tinha quando criança...

11 maio 2007

Campanha de amor ao próximo

Essa música eu dedico a todos aqueles que de um modo ou de outro me fizeram ver que a vida é um saco... E como embaixo de todo saco tem o campinho...

21 abril 2007

O desejo vive...

E de onde me vem o desejo, senão do que eu vejo, do que eu toco, do que me chega aos ouvidos? Sim, grande parte da minha, da sua, da libido de todos nós é predominantemente sensorial. O que dizer do por do sol em boa companhia, ou de um perfume que nos lembre bons momentos, ou ainda do jeito que alguém em especial tem de abraçar?

O tato em si é a voz do próprio desejo. A pele se ergue em si mesma sob uma voz altiva, quenuma urgência desprovida de causa apenas olha e ordena: "sinta-me!". Do atrito de pele sobre pele brilha não fagulha, mas um incêndio capaz até de parar o tempo, cegar os olhos, consumir o pouco de ar que ainda nos sobra nos pulmões. Se ar é vida, desejo é a causa da morte que todos querem...

Se o tato lhe é voz, o olfato faz o desejo ouvir a urgência da pele. Do olfato se percebe a voz que toma conta da consciência e implora: "acorda!". E engana-se quem pensa que apenas bons aromas trazem à tona o desejo em si. Das narinas apenas se escuta, tanto de vozes agudas e melódicas quanto de vozes graves e imponentes, tanto de bons aromas quanto de aromas nem tanto, as palavras certas que nos despertam a ância do prazer.

Da visão se tem a curiosidade... A sagacidade que o desejo tem de reconhecer o que lhe interessa e o que lhe trás repúdio. A visão é quase reflexo, pulso elétrico que percorre a mente com apenas um grito: "se permita!". E do reflerxo, a ação, o fato, o sexo... O desejo é mais do que puro reflexo; desejo pensa, filosofa...Se a imagem de um corpo esbelto e viril lhe atrai, algo ele tem a lhe oferecer, e é isso que faz com que o desejo se erga e caminhe em busca de si mesmo... Senão os três, mais desejo ainda me desperta o agridoce sabor de um beijo.

O gosto de um beijo, aliado à maciês dos lábios e ao agradável aroma de um bom perfume desperta não só desejos, desperta paixões arrebatadoras, invioláveis, quase vitais. O gosto da própria pele nos desperta desejo, como o salgado do suor de um corpo em pleno gozo. Melhor que isso, só o gosto do próprio sexo... Desejo não se sente, se vive.. E desejo que não se vive é desejo morto, sem cor, sem luz... Desejo é sangue, tão vermelho quanto tal.

16 abril 2007

Vestigios de Nostalgia

Tão tola e vã é minha esperança Que de sonhos pareço viver: Da vaga lembrança os olhos d'Ísis, Da cor dos lábios da linda Afrodite... Medo tenho de não mais os ter... Saudade torpe dos momentos que não tive, Da brisa cônjugue que me arfava o peito.... Escuridão não me fora mais acolhedora, Desnorteio não me fora mais desejado Que daqueles embebidos no sabor de um beijo. Quem dirá de mim, ou do poeta, ou do artista? De suas vidas um quê de masoquistas, Entregues à doce dor da emoção? Dirão destes todos: almas puras, virtuosas, Por ter vestígios de nostalgia Da mais pura felicidade no coração.

11 abril 2007

Tipo psicológico INFL

Alguém não lembro quem nem quando me passou um link para uma auto-avaliação psicológica. O link é: http://www.gnubis.com.br/cgi-local/teste.pl A minha avaliação psicológica eu colo aqui embaixo, agora:

Seu modo principal de viver é focado internamente, absorvendo fatos primariamente através da sua intuição. Seu modo secundário é externo, através do qual você lida com as coisas de acordo com a maneira com que você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema pessoal de valores.

Você é uma pessoa gentil, carinhosa, complexa e altamente intuitiva. Artístico e criativo, você vive num mundo de significados e de possibilidades ocultas. Apenas 1% da população mundial tem características de personalidade como a sua, fazendo desse o tipo mais raro de todos.

Você dá grande importância a ter as coisas organizadas e sistematizadas no seu mundo exterior. Você emprega um grande bocado de sua energia identificando o melhor sistema possível para fazer as coisas acontecerem e constantemente define e redefine as prioridades na sua vida. Por outro lado, você funciona intuitivamente e de maneira totalmente espontânea dentro do seu mundo interior. Você conhece as coisas através da intuição, sem ser capaz de explicar exatamente por que, e sem ter um conhecimento detalhado do assunto. E você está freqüentemente certo, e sabe quando esse é o caso. Conseqüentemente, você põe muita fé nos seus instintos e nas suas intuições. Isto é algo como um conflito entre seu mundo interno e externo, e possivelmente resultando em você não ser tão organizado quanto a maioria das pessoas que preferem uma vida estruturada. Isso se demonstraria através de sinais de desordem (quando na verdade você teria uma tendência a ter as coisas organizadas), como por exemplo, no caso de uma mesa de trabalho aparentemente bagunçada.

Você tem uma compreensão intuitiva afiadíssima sobre pessoas e situações. Assim, você tem aquele feeling sobre as pessoas, entendendo-as intuitivamente. Como um exemplo extremo, você pode até relatar eventos de ordem sobrenatural, como por exemplo, sentindo algo forte que te diz que houve algum problema uma pessoa amada, e vir a descobrir depois que ele sofreu um acidente de carro. Esse é o tipo de coisa que as outras pessoas podem vir a tirar sarro, mas nem você realmente compreende sua intuição num nível que possa ser transformado em palavras, para que você possa explicar isso aos outros. Conseqüentemente, você acaba escondendo seu “eu interior”, dividindo seus sentimentos apenas com aqueles que você escolher dividir. Você é um indivíduo complexo e profundo, é bastante reservado, e tipicamente difícil de compreender. Você esconde boa parte de suas intenções, e pode ficar guardando dentro de si diversos segredos que você poderá não compartilhar com ninguém.

Mas você é uma pessoa tão genuinamente calorosa quanto é complexa. As pessoas mais próximas a você te querem muito bem e podem enxergar suas qualidades especiais e a profundidade com que você se importa com elas. Assim, você se importa com os sentimentos das outras pessoas e tenta ser gentil, evitando magoá-los. Você é muito sensível a conflitos, e não os tolera com facilidade. Situações que são carregadas de conflito podem te levar do seu estado normal e pacífico para um estado de agitação e raiva elevada. Sob estresse você tende a internalizar os conflitos no seu corpo, podendo desenvolver problemas de saúde.

Por você ter capacidades intuitivas tão fortes, você crê acima de tudo em seus próprios instintos. Isso pode resultar em você se tornar um cabeça-dura e a ignorar as opiniões das outras pessoas, pois você acredita que você está sempre certo. Por outro lado, você é um perfeccionista que sempre se pergunta se está utilizando todo seu potencial. Você raramente está em paz completa consigo mesmo, pois sempre há algo que você pode fazer para evoluir ou para melhorar o mundo à sua volta. Você acredita em crescimento constante, e geralmente não passa tempo se lembrando das suas conquistas. Você tem um forte sistema de valores, e precisa viver sua vida de acordo com o que sente ser o correto. Com relação ao seu lado emocional, você é de certa maneira gentil e tranqüilo. Por outro lado, você tem altas expectativas de si mesmo, e freqüentemente da sua família, e você não acredita em entrar num acordo quanto aos seus ideais.

Você naturalmente cuida das pessoas, é paciente, zeloso e super-protetor. Você pode ser um ótimo pai/mãe e gostará de criar laços fortes com seus filhos. Você tem altas expectativas deles, e os pressionam para ser o melhor que puderem, e isso pode se manifestar através de atitudes duras e inflexíveis para com eles. Mas, de um modo geral, seus filhos receberão uma educação forte e sincera de você, juntamente de muito carinho.

No ambiente de trabalho, você é atraído por áreas onde você possa ser criativo e trabalhar de uma maneira independente. Você tem uma afinidade natural para a arte, e pode também obter sucesso trabalhando com as ciências, onde você poderá utilizar sua intuição. Você também se dará bem em profissões orientadas à prestação de serviços. Você não é bom em lidar com coisas muito detalhadas ou com tarefas muito delicadas. Assim, você provavelmente tentará evitar esses tipos de situação, ou acabar indo para o lado oposto e se envolver tanto com os detalhes até o ponto de você perder a grande visão do seu propósito com aquilo. Se você tomar o rumo de ser meticuloso com os detalhes, você pode se tornar altamente crítico com as outras pessoas que não são assim tão meticulosas quanto você.

Mas lembre-se: você tem qualidades que pouquíssimos têm. A vida, porém, não será necessariamente mais fácil para você, mas saiba que você é capaz de obter incríveis conquistas pessoais, guiado pelos seus sentimentos profundos.

23 março 2007

NetBeans IDE Hacks

Caramba, eu adoro esa IDE. O NetBenas pra mim é a melhor IDE de programação Java que existe hoje (nada contra os amantes fiéis do Eclipse, do KDesktop, do bloco de notas...). Achei essa raridade em algum blog da net, ensinando alguns atalhos beeeeem úteis na programação corriqueira dentro da IDE. Achei melhor guardar isso, hehehe Controverso, eu? NetBeans IDE Hacks

07 março 2007

I believe I can fly

Link direto do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QY2Hp6KhGf4 I Believe I Can Fly R. Kelly Composição: Indisponível I used to think that I could not go on And life was nothing but an awful song But now I know the meaning of true love I'm leaning on the everlasting arms If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly See I was on the verge of breaking down Sometimes silence can seem so loud There are miracles in life I must achieve But first I know it starts inside of me, oh If I can see it, then I can be it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly Hey, 'cos I believe in me, oh If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly I believe I can fly I believe I can fly Hey, if I just spread my wings I can fly I can fly I can fly, hey If I just spread my wings I can fly Fly-eye-eye I Believe I Can Fly (tradução) R. Kelly Composição: Indisponível Eu acredito que posso voar Eu costumava pensar que eu não pudesse prosseguir. E a vida não era nada, além de uma temível canção Mas agora sei o significado do verdadeiro amor, Eu estou usando todas as minhas últimas armas Se eu posso ver isto, então posso fazê-lo Se eu simplesmente acreditar nisto, nada poderá impedir Eu acredito que posso voar Eu acredito que eu posso tocar o céu Penso nisto dia e noite Abrir minhas asas e voar ... Eu acredito que eu posso elevar-me Eu me vejo correndo, atravessando uma porta aberta Eu acredito que posso voar! Eu vejo que estive no limite da auto destruição. Alguma coisa no silêncio pode fazer muito barulho. Existem milagres da vida; eu preciso realiza-los, Mas eu sei que, primeiramente, devo realiza-los dentro de mim. Se eu posso ver isto, então eu posso acreditar nisto E seu eu acreditar, nada poderá me impedir.

06 março 2007

Liberdade de Expressão

"Liberdade de expressão é a expressão da liberdade". Essa foi uma das frases que eu acabei de ler sobre o assunto agora a pouco, de manhã, tendo idéias sobre como começar esse texto. Casa bem com a tão consagrada frase "com grandes poderes sugem grandes responsabilidades". Isso é uma coisa que todo mundo deveria ter em mente... Com a liberdade de se expressar, surge quase que ao mesmo tempo a liberdade de interpretar. Claro que ambas as liberdades possuem restrições (poucas) muito bem definidas, e assim como a expressão é ligada a um tema e a um objetivo, a interpretação é ligada ao conteudo e ao contexto. Vê-se liberdade de expressão na mídia televisiva (telejornais, telenovelas, programas de auditório), na midia escrita (jornais impressos, a própria literatura, publicações diversas), na arte (pintura, escultura, música, dança, teatro)... Mas e por que não no dia a dia? A maneira como as pessoas se expressam no dia a dia está ligada não só com a visão de mundo que elas possuem, mas também com a visão de pessoa, de família, de caráter e (por que não?) de si mesmas. Diz-se que sabedoria é mais valiosa que a própria inteligência, pois sabedoria implica experiência de vida, aprendizado que se dá com situações boas e/ou más, com os traumas de outrora, com o que se ouve, com o que se vê... Sendo assim, não seria de todo errôneo postular que liberdade de expressão também está intrinsecamente ligada à sabedoria (popular ou individual). E o que dizer da liberdade de interpretação? Sim, ela está ligada ao conteudo e ao contexto do que se lê, ouve, vê. Mas ela não deveria estar também ligada à própria noção de sentimento, de sabedoria, e de como se vê o interlocutor? Do interlocutor tem-se uma forma própria de expor as coisas (nem sempre bem vinda), como supracitado. Da sabedoria tem-se o que o ouvinte reconhece das suas experiências passadas, como também supracitado. Dos sentimentos pode-se efetuar uma série de reflexões a cerca do estado de espírito do ouvinte, que (sim) deveriam ser levadas em conta por quem (se) expõe, a fim de obter uma melhor forma de atingir suas metas. É consenso que quem ouve deve procurar a melhor forma de se interpretar alguma coisa, qualquer que seja. Também é consenso que nem sempre isso é possível, posto que algumas situações requerem uma certa dose de malícia por parte do ouvinte. Ainda mais consensual é o fato de que o interlocutor deve procurar a melhor forma de expor o que deseja, afinal, a arte de se comunicar é algo extremamente subjetivo...
"Liberdade de interpretação é a expressão do sentimento" Leandro Soriano Ferreira
Veja também: Liberdade de Expressão - Wikipédia Mau uso da liberdade de expressão na TV Associação Nacional de Jornais - Liberdade de Expressão

04 março 2007

"Era tanta saudade que é pra matar"...

Hoje eu acordei um tanto tarde, às 9:30 da manhã. Depois de uma noite intensa, tirando palavras de não sei onde para consolar alguém há mais de 1300 km de distância (um doce de mulher), deito e penso: e o que é que se passa na minha cabeça? Há uma semana (ou mais) eu não troco palavras, se quer olhares com a mulher que um dia foi a minha melhor amiga. O motivo? Talvez alguma coisa impensada dita por ambas as partes a nervos esquentados, talvez o acúmulo de pequenas alfinetadas em 6 meses de conversas e tentativas de apaziguar os ânimos. É duro olhar para trás, ver olhos brilhantes e felizes, e ver que as coias desandaram tão rápido... Talvez apenas eu me sinta assim, saudoso. Ou não tanto... Não faço a mínima idéia do quanto eu fui/sou querido praquela pessoa. Afinal, a nossa amizade é/foi tão intensa... As confissões trocadas de ambas as partes ainda se mantém ali, secretas, mas não mais aumentaram em conteúdo. Nem em importância... Era prazeroso participar da vida daquela mulher, somos tão diferentes um do outro que (eu acho) acabamos aprendendo muito (eu espero) um com o outro. O aprendizado, as experiências trocadas, os risos e prantos... Tudo isso são coisas que levaremos pra toda a vida. Mas, e o futuro? O futuro a nós pertence, pois Deus nos deu o dom do livre arbítrio. O nosso futuro (e o nosso) é fruto das escolhas que fazemos, e eu fiz a minha. Talvez não a mais acertada, talvez apenas temporária... Mas até que a ferida cicatrize, a cabeça mude e o coração relaxe, acredito eu que seria ainda mais mortífera a sua companhia, ainda mais difícil de se conviver... A saudade é tanta, que é de matar... E se o amor de dois amigos puder ser tão intenso quanto o de dois enamorados, tomo agora como minhas as palavras do bom e velho Vinícius:
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao meu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive) : Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Soneto da Felicidade - Vinícius de Moraes

01 março 2007

Apatia

A anestesia de outrora não faz o mesmo efeito... Lúgubre é a ausência de brilho nos meus olhos... Um breu nocivo machuca mais que conforta, Angústia latente que me desnorteia... Desvirtua-me os ideais. Apatia doentia que me corrompe o sangue...

28 fevereiro 2007

Net é pra ser levada a sério?

Mais um questionamento que necessitei me fazer semana passada. Nesse contexto de sites de relacionamento, orkut, mensageiros instantâneos etc., o que se pode e o que não se deve ser levado a sério. Complicado, não? A maioria das pessoas com quem eu convivo me diriam: "nada". Bem, eu não penso exatamente dessa forma... As pessoas criam papéis ao se imergirem nesse mundo dito virtual que a rede mundial de computadores hoje nos propicia. Algumas ajustam seus defeitos/desvios de personalidade ao que julgam parecer mais "apresentável", de acordo com os seus objetivos. Outras simplesmente se submetem a esse novo meio como o fazem no meio social comum, com seus amigos, ou no ambiente de trabalho. Há quem se liberte de todas as máscaras impostas pelas regras nada justas da nossa sociedade, falando o que pensa exatamente como isso vier da cabeça, sem censuras. E, como todos nós sabemos, também há quem crie personalidades completamente diferentes pra se divertir, ou prejudicar. E qual a importância que se deve dar ao que se lê e ao que se escreve na internet? Bem, cada qual às suas próprias experiências... Cada pessoa monta um perfil para si próprio com características que deseja assumir, dentre as quais estão a maneira de falar, pensar, agir... Quem já se decepcionou ao encontrar perfis "virtuais" diferentes dos ditos "reais" vai se egixir um certo ceticismo, como mecanismo de defesa. Quem procura apenas diversão também não leva a sério tanto o que diz quanto o que ouve. Quem cria personalidades "alternativas" assimila as coisas com a mesma cautela com que age... Já quem não cria/diferencia um perfil real próprio de um perfil "virtual" usado, pode dar níveis diferentes de relevancia ao que fala e lê na internet. Como reagir às coisas que se lê? Delicado... Mas intrinsecamente ligado ao grau de importância supracitado. E além disso, todas as conversas possuem um contexto, que deve ser levado em conta ao se avaliar a relevância de uma citação. Há quem diga "falo o que quero, do jeito que achar melhor, e dane-se quem ouvir", mas exigir da outra parte o mesmo grau de aceitação é uma atitude no mínimo equivocada. Válido seria afastar-se um pouco da situação vexatória quando o limiar de tolerância (variável de pessoa pra pessoa) estiver próximo de ser alcançado. Parar, reavaliar, decidir se as "qualidades" das pessoas ditas virtuais são capazes de curar todas as "feridas" produzidas pelos seus "defeitos"... Avaliar se viver esta dita ilusão traz algum conforto, aprendizado ou ajuda... Repensar a própria postura adotada diante das variadas situações e contextos... São coisas a se pensar, e ainda assim, consensos são difíceis de se obter.

27 fevereiro 2007

Anestesiado

Reinicio das aulas. Fim de férias... Más lembranças, muitas decepções. O desejo de encontrar rostos amigáveis, Menos ácidos... Eu? Estou anestesiado... Torpor... Meias palavras, econômicas e muito bem pensadas. Olhar fixo, numa tela fria e colorida... Uma voz familiar, mas, por ora, desinteressante. Um abraço sem cor, sem sabor, sem vontade... Eu? Estou anestesiado...

Timidez x Contato Físico

Mais uma das minhas reflexões... O que leva as pessoas a serem mais reclusas, mais encerradas em si mesmas? Parei pra pensar em mim... O que eu atribuiria à minha timidez mais que evidente, quais as suas causas, origens... Cheguei a algumas conclusões...
Na escola, eu me via um tanto que cercado por aqueles coleguinhas que adoram uma boa chacota. Eu era (e creio que ainda sou) um estudante esforçado, e isso sempre é um bom motivo pra coisas como "CDF", "menino amarelo"... Desde já eu observava o comportamento dos outros colegas, e via algo em particular que me decepcionava: época de provas e trabalhos. As pessoas se aproximavam, insinuando uma afinidade débil, interessadas apenas no que eu havia desenvolvido. Alcançados os objetos de cobiça, voltam as chacotas, e somem os cumprimentos nos corredores da escola, básicos na cartilha da boa educação.
Percebo que durante a minha infância não tive muito contato físico com meus pais. Nada de muitos abraços, beijos e outras demonstrações físicas de afeto, como seria comum numa família brasileira. Não digo que isso seja um padrão dentro da minha família, visto que o meu irmão se comporta de maneira extremamente contrária quanto a isso. Passava grande parte do tempo vendo televisão, ou trancafiado no meu quarto, tocando violão, escrevendo...
Vi os efeitos dessas minhas deficiências na minha (não-)adolescência. Não fui um homem de muitas namoradas, e continuo não sendo. Eu me assusto quando ouço pessoas dizendo que ficaram com 7 ou 8 numa festa... Converso pouco, mas o contato verbal não me é, digamos, pobre. Já me disseram que eu passo uma energia estranha ao tocar em alguém, e até mesmo ao falar com alguém, quando me sinto carente demais...
Bem, resolvi pesquisar um pouco sobre isso, e vi que, de fato, a falta de contato físico nas primeiras décadas de vida desenvolve a timidez nas pessoas. Não é a toa que se recomenda aos tímidos aulas de dança de salão e/ou teatro, como forma de reaproximá-las às outras pessoas. Como justificativa, além de desenvolver o contato físico, é possivel conhecer novas pessoas, e consequentemente/possivelmente, novas paixões. Vou pensar no assunto, talvez eu as faça...
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