10 março 2009

Internet, Relacionamento e Fidelidade.


Já há alguns anos o comportamento das pessoas na internet é tido como campo de pesquisa. Com o advento das redes sociais virtuais, tais como o orkut, o sonico, facebox e tantos outros, pessoas se conhecem, trocam informações e interesses. É extremamente fácil encontrar pessoas de divesos lugares do planeta, e manter contato das mais diversas formas e níveis de intimidade. E não só atrávés destas, afinal, mensageiros instantâneos e correios eletrônicos dão um grau ainda maior de interpessoalidade: um contato mais frequente e direto é possível, sem dificuldade alguma.


Entretanto, as relações interpessoais reais também tem sofrido mudanças de valores. Termos como relacionamento aberto, swinger, poliamor e alguns outros tem aparecido desde o surgimento dos hippies, nos anos 80. As mudanças de valores entre gerações têm se tornado ainda mais aceleradas e radicais do que algumas décadas atrás. E no centro da discussão, a fidelidade. Até onde o contato interpessoal, seja ele virtual ou real, pode ser considerado uma violação à fidelidade?

Servindo-se do anonimato ou não, hoje muitas pessoas utilizam a internet como meio de acesso à pornografia, antes obtida apenas através de fitas de vídeo e revistas masculinas. Até mesmo um flerte pode ser engatado entre duas pessoas, através dos tais mensageiros instantâneos ou correios eletrônicos. Não é tão dificil assim encontrar pessoas que se conheceram e iniciaram um namoro real através de um contato inicial pela internet. Mais fácil ainda é encontrar pessoas que têm ou já tiveram um relacionamento virtual.

E é aí que se acirra a discussão. Algumas pessoas consideram que há traição apenas quando há envolvimento sentimental. Outras, quando há o toque, o jogo de sedução, o beijo, o abraço, o sexo. E há outras (a maioria, de fato), que considera uma troca de mensagens com conteudo insinuativo, sensual ou erótico, um motivo de traição em qualquer relacionamento amoroso. Isso leva a algumas pessoas a exigirem o compartilhamento de senhas de todos os meios de comunicação a que se tem acesso, o que não garante o monitoramento do cônjugue, já que também é extremamente fácil abrir uma segunda conta em qualquer um destes serviços e continuar o contato iniciado anteriormente.

E então, qual a solução? Com certeza, alimentar desconfiança eterna em relação ao cônjugue faz com que o relacionamento se torne extremamente superficial, com tendência a ciumes infundados, brigas, discussões e à tão falada "infidelidade preventiva", aquela em que um trai primeiro pela possibilidade de traição por parte do outro. Um voto de confiança é necessário pra que haja um mínimo de intensidade nesse relacionamento, afinal de contas, não há envolvimento sem entrega.


Fontes de Pesquisa:
Infidelidade na Internet - Por Aline Feltrin
A infidelidade conjugal ganha nova face - Sharon Jayson
Internet e Infidelidade - Rosana Ferrari
Comentários
4 Comentários

4 comments:

Anônimo disse...

Alguém já ouviu a frase: "O q não tem remédio, remediado está!" ?

Anônimo disse...

Coincidentemente hoje me disseram: "o mal da Humanidade é restringir demais o seu carinho e atenção a pouquíssimas pessoas em pouquíssimas ocasiões"

Soriano disse...

"O q não tem remédio, remediado está!"

Essa frase eu já ouvi tanto, em tantos contextos... Eu posso estar enganado, mas eu interpreto essa sua colocação, neste contexto específico, como "não vai adiantar você querer que alguém se molde às suas necessidades: vá em busca das suas". Mesmo sabendo que essa é a minha maior dificuldade...

Soriano disse...

"O mal da Humanidade é restringir demais o seu carinho e atenção a pouquíssimas pessoas, em pouquíssimas ocasiões"

É, infelizmente eu vou ter que concordar, de novo :) Saímos com amigos da faculdade, do trabalho, do bairro, viajamos em família, temos os nossos momentos sozinhos... Mas volta e meia colocamos o carinho e atenção a dois no topo da pilha de prioridades.

E a coisa vai de mal a pior quando a gente começa a trocar o tempo pra outras coisas pelo tempo a dois...

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